A Crítica (AM) - http://acritica.uol.com.br/
20 de Ago de 2011
Até esta quinta-feira já caminharam cerca de 60 km.
Na segunda-feira começaram com 600 pessoas, mas nesta quinta-feira "já são cerca de 1.200", afirmou Sánchez.
Indígenas bolivianos que marcham contra a construção de uma estrada em uma reserva natural enviaram uma carta à presidente brasileira Dilma Rousseff, já que o Brasil é o principal financiador da obra, informou um líder do protesto.
"Foi enviada uma carta a três autoridades: ao embaixador do Brasil na Bolívia (Marcel Biato), à presidente brasileira (Dilma Rousseff) e à empresa (privada brasileira) OAS, que irá construir a estrada", declarou nesta quinta-feira à AFP o líder indígena Ernesto Sánchez.
"Estamos indicando que não queremos que a estrada passe por ali (a reserva natural) e que eles, como financiadores, podem exigir que todas as normas que temos na Bolívia sejam cumpridas", disse Sánchez.
Os nativos da Amazônia boliviana rejeitam uma estrada de 300 km que o Brasil financia com um crédito de 332 milhões sobre um custo total de 415 milhões porque atravessará o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), reserva natural onde vivem cerca de 50 mil indígenas.
"A explicação foi dada à presidente com documentos (mostrando) que não queremos a estrada", insistiu Sánchez, líder do TIPNIS.
Os nativos consideram que a rota, que unirá a cidade de Villa Tunari - bastião político do presidente Evo Morales - a San Ignaciode Moxos na Amazônia, causará graves danos ao ecossistema.
Em protesto, os nativos iniciaram na segunda-feira uma marcha da cidade amazônica de Trinidad até a andina La Paz, um trajeto de 600 km. Até esta quinta-feira já caminharam cerca de 60 km.
Na segunda-feira começaram com 600 pessoas, mas nesta quinta-feira "já são cerca de 1.200", afirmou Sánchez.
Publicada originalmente na Agence France-Presse no dia 18 de Agosto de 2011. http://www.afp.com/afpcom/pt/taglibrary/thematic/environment
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