Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
30 de Jul de 2002
Segundo especialista, há intenção de esvaziar subcomissão de Genebra
O grupo de trabalho sobre populações indígenas da Subcomissão de Direitos Humanos da ONU enfrenta pressões que pretendem inviabilizá-lo, afirmou ontem o presidente desse órgão, o cubano Miguel Alfonso Martinez.
Mas os que querem acabar com o grupo "terão de pagar um alto preço", disse ele, especialista em relações internacionais, dirigindo-se especificamente a alguns países que já se mostraram inimigos da subcomissão.
Reunido todos os anos em Genebra, o grupo estuda, com líderes indígenas de todo o planeta, formas de preservação e desenvolvimento das comunidades, nos aspectos cultural e econômico. Segundo Martinez, a realização, em maio, de um encontro em Nova York com representantes de comunidades autóctones e governos de oito países, tinha a intenção de esvaziar a reunião de Genebra.
Mas não é o que ocorre: "Não há contradição entre os dois movimentos", disse o cubano.
Segundo ele, "os direitos dos indígenas vão além dos direitos humanos", por se tratarem de "direitos coletivos e não individuais". E as duas organizações podem perfeitamente coexistir.
De Genebra sairá um documento com os compromissos do encontro, que serão enviados a todos os países da ONU.
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