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07 de Ago de 2014
Para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto, em Roraima será realizada nesta sexta-feira, 8, a III Marcha dos Povos Indígenas com o tema "Salve o nosso território, nossa mãe terra". A concentração do movimento ocorrerá a partir das 7h, no Memorial Ovelário Tames, localizado na Praça do Centro Cívico, ao lado da Praça do Coreto.
Esse ano, a marcha tem o objetivo de dar visibilidade à organização social dos povos indígenas do Estado, através da atuação das organizações nos diversos contextos, tais como político, territorial, saúde, educação, sustentabilidade, autonomia e outros que somam a bandeira de luta do movimento indígena local. Também haverá repúdio contra as ameaças aos direitos dos povos indígenas, principalmente direitos territoriais em todo o Brasil. O evento segue as mobilizações regionais que ocorrerão no mesmo dia nos diversos estados.
Conforme a programação, às 7h haverá o café coletivo e recepção dos participantes com músicas e danças tradicionais. Às 9h haverá a abertura do evento com a leitura da Carta da III Marcha dos Povos Indígenas de Roraima, com pronunciamento das organizações indígenas. O documento irá apresentar demandas referentes aos direitos indígenas, mineração e hidrelétricas em terras indígenas, saúde e educação, desenvolvimento e sustentabilidade.
A Marcha, um ato pacífico que vem ocorrendo há três anos em Roraima, percorrerá a partir das 9h30 as principais vias do Centro, com retorno à praça ao meio-dia. Às 14h, haverá a continuidade da caminhada para a entrega de documentos nos principais órgãos públicos locais. O encerramento, no mesmo local de concentração, está previsto para as 17h.
Participam do movimento comunidades indígenas, representantes de organizações indígenas, movimentos sociais e demais entidades parceiras da causa indígena. A expectativa é reunir mais de 800 participantes.
REGIONAIS
A realização das mobilizações regionais é um dos encaminhamentos da Mobilização Nacional Indígena, realizada no mês de maio desse ano, em Brasília, pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), em parceria com entidades indigenistas, quando foram reunidos mais de 800 indígenas de várias regiões do Brasil, que decidiram coletivamente dar continuidade às mobilizações, de acordo com a realidade de cada povo e região.
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