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A cultura com aspas de Manuela Carneiro

A Crítica (AM) - http://www.acritica.com.br/
Autor: Israel Conte
09 de abr de 2010

"O Brasil é um País que tem a legislação indigenista mais justa, que no entanto, na prática, ainda há muita coisa a ser feita". A afirmação é de Manuela Carneiro da Cunha, uma das mais importantes antropólogas da atualidade. A autora do livro "Cultura com aspas", lançado ontem em Manaus na Ufam, refere-se a Constituição de 1988. Suas pesquisas marcaram profundamente a antropologia feita no Brasil e tiveram grande impacto político, ajudando, por exemplo, a consolidar, no documento brasileiro , os artigos que tratam dos direitos dos índios à terra. "Há muito o que fazer quando o assunto é cultura tradicional indígena", disse a antropóloga. Tanto que suas pesquisas nesse sentido continuam e ela está hoje em São Gabriel da Cachoeira.

A obra

Manuela foi bem cautelosa em explicar o título de "Cultura com aspas". "Não deve ser mal interpretado e entendido como algo expúrio. Pelo contrário, as aspas significam que para pensar em cultura é preciso uma noção reflexiva, que as pessoas têm direitos e deveres para fazer certas coisas", comenta.

Sua forte argumentação durante o evento também tratou da perda do conhecimento tradicional. A antropóloga citou a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) que estabelece normas e princípios que devem reger o uso e a proteção da diversidade biológica em cada país signatário. Em linhas gerais, a CDB propõe regras para assegurar a conservação da biodiversidade, o seu uso sustentável e a justa repartição dos benefícios provenientes do uso econômico dos recursos genéticos, respeitada a soberania de cada nação sobre o patrimônio existente em seu território.

"As populações tradicionais têm muitíssimo a contribuir para o uso sustentável e a conservação de recursos naturais", conclui.

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