O Globo, Economia, p. 48
26 de Out de 2008
Cresce pressão por licenças para usinas do Madeira
Aneel argumenta que ativar térmicas tem efeito mais poluente
O relatório de impacto ambiental da Abiape se soma à pressão exercida por autoridades e empresários do setor elétrico para que os órgãos ambientais acelerem a concessão das licenças de instalação das usinas. Este foi o argumento usado pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Jerson Kelman, em carta enviada em outubro ao presidente do Ibama, Roberto Messias.
Kelman argumenta que se o empreendimento for postergado por um ano, terão de ser queimados cerca de 200 mil toneladas de óleo combustível em 2012 por usinas térmicas.
Isso equivaleria à emissão de 600 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.
Para o presidente da Abiape, Mario Menel, os dados mostram que existe uma preocupação exacerbada dos ambientalistas.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, concorda:
- Por mais que fizesse alagamento ali e desmatasse a floresta, (as hidrelétricas) seriam menos poluidoras.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no entanto, pondera:
- Os reservatórios de usinas como Balbina e Tucuruí, na Amazônia, construídas décadas atrás, desmatavam consideravelmente. As novas inundam apenas 20% daquele montante e só assim vamos permiti-las.
O Globo, 26/10/2008, Economia, p. 48
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