O Diário - http://maringa.odiario.com
Autor: Murilo Gatti
19 de Mar de 2014
Há um ponto comum nos interesses da Prefeitura de Maringá e da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (CMNP) em relação ao Horto Florestal. A proprietária da área e a administração municipal querem pôr fim, o mais rápido possível, à demanda judicial que se arrasta há dez anos e que, além de fechar a reserva à visitação pública, condenou as duas partes a recuperar a área e a pagar indenização pelo dano ambiental.
A fase de recuperação está praticamente resolvida. O município investiu nas obras de drenagem e a CMNP adquiriu duas mil mudas de árvores nativas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para recuperar as áreas degradadas. Metade já foi plantada e o restante vai ser cultivado nas próximas semanas. As medidas atendem ao previsto no Plano de Manejo, também realizado em atendimento à Justiça.
Agora, o município e a companhia querem que o juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública, onde tramita a execução da sentença, determine o quanto antes a realização de uma perícia no local e decida sobre a indenização, também prevista judicialmente, mas que ainda não foi calculada. A expectativa é que o investimento na drenagem e a ausências de um grande passivo ambiental no local sejam considerados na discussão.
Só depois é que a companhia pretende discutir meios para abrir o horto à visitação sustentável e às pesquisas. "Queremos resolver de fato esta questão. Precisamos encerrar o processo. Depois a companhia poderá decidir pela doação a um órgão público ou à iniciativa privada. Não temos interesse nem em manter fechado e nem na abertura de forma isolada", afirmou o advogado da CMNP, Erik Guedes Navrocky.
Ele afirmou ainda, durante reunião realizada na tarde de ontem com o prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) e o secretário de Meio Ambiente, Umberto Crispim, que a companhia está aberta ao diálogo. "Se tiverem sugestão para atender aos anseios da população, podem apresentar à companhia", disse.
Pupin voltou a defender a realização de um plebiscito e não escondeu a preocupação com os custos que a prefeitura pode ter se simplesmente assumir a gestão do horto, no caso de a área ser doada pela companhia ao município. "Vamos ver o que a população quer e analisar quem vai manter e assumir a responsabilidade pelo local."
Na reunião também foi acordado que um estudo sobre os impactos da abertura à visitação - o que não foi contemplado no Plano de Manejo - só vai ser realizado após a conclusão do processo judicial. Desde março de 2013, a campanha "Eu Quero o Horto Aberto", criada pelo jornal O Diário, defende que a reserva seja reaberta à visitação sustentável.
A campanha do jornal O Diário "Eu Quero o Horto Aberto" já recebeu o apoio de 2,5 mil pessoas, por meio de um abaixo-assinado eletrônico.
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