VOLTAR

Caiado retira projetos que derrubam listas vermelhas de espécies ameaçadas

((o))eco - http://www.oeco.org.br/
04 de Fev de 2016

Após sentir a forte mobilização dos ambientalistas, o senador Ronaldo Caiado (Democratas-GO) resolveu retirar de tramitação os projetos que derrubavam as três listas vermelhas de espécies ameaçadas existentes (fauna, flora e peixes marinhos).

Por meio de nota em sua página, o líder dos Democratas no Senado afirmou que, após conversas com ambientalistas e representantes do setor rural, promoverá uma série de audiências públicas no Senado para chegar a um consenso sobre o tema e a um plano de ação. Essas audiências contarão com representantes dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura.

"Sempre estou aberto ao diálogo. O Ministério do Meio Ambiente precisa seguir essa mesma linha e ouvir a todos os setores antes de tomar iniciativas que podem comprometer o campo e a saúde da população", afirmou. E acrescentou: "Não se pode agir de forma ideológica em um assunto sério como esse. Ninguém quer derrubar lista nenhuma. Estamos querendo aprimorar uma legislação que está restringindo o controle de pragas e criando a possibilidade de inviabilizar o controle de animais peçonhentos prejudiciais à saúde".

Mobilização

Desde a semana passada, circula uma campanha no Avaaz contra a derrubada da lista vermelha de espécie da fauna. A campanha, baseada numa matéria de ((o))eco publicada também na semana passada, recolheu mais de 7 mil assinaturas até o momento e milhares de compartilhamentos nas redes sociais.

Entidades como a Divers for Sharks, Associação Mico Leão Dourado, Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil (SZB) e Biodiversitas se manifestaram nas redes sociais e puxaram votos contra os projetos, tanto na campanha online quanto na página do próprio Senado.

http://www.oeco.org.br/noticias/caiado-retira-projetos-que-derrubam-lis…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.