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Briga por fornecedores

O Globo, Negócios & Cia, p. 25
Autor: OLIVEIRA, Flávia
12 de Jul de 2007

Briga por fornecedores
Investidores, agora, reclamam da dificuldade de acesso a equipamento para hidrelétricas

Flávia Oliveira

Menos de 72 duas horas depois da concessão da licença ambiental prévia pelo Ibama, já tem ares de guerra a disputa das empresas pelas hidrelétricas do Rio Madeira. Depois de conseguirem do governo a garantia de que as estatais do setor elétrico não disputarão as duas usinas, os investidores privados, agora, se queixam da desigualdade de acesso aos fornecedores. Três gigantes dó setor (Voith Siemens, Aiston e Vatech) estão comprometidas com o consórcio Odebrecht-Furnas. Por isso, não podem apresentar propostas de serviço a concorrentes. Nem antes nem depois do leilão.
A Camargo Corrêa foi a primeira a se queixar. Ontem, o grupo Suez engrossou o coro. Victor Paranhos, executivo responsável pela formatação do projeto do Madeira, disse que os investidores terão de recorrer a fornecedores estrangeiros, o que pode elevar os custos do investimento - e, conseqüentemente, tirar competitividade da oferta no leilão.
0 governo já foi informado do novo impasse, mas ainda não apresentou solução. Por enquanto, a alternativa possível - e, relativamente, simples - é o BNDES financiar o vencedor do leilão na importação de equipamentos que não tenham similar nacional.

O Globo, 12/07/2007, Negócios & Cia, p. 25

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