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23 de Abr de 2009
Várias entidades participaram do ato público no Senado Federal em defesa da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 180/2008, nesta quinta feira, 23 de abril. O PLC propõe a reserva de 50% das vagas nas universidades federais e cursos tecnológicos públicos para pessoas oriundas de escolas públicas, respeitando a proporção de negros e índios de cada estado.
Estiveram presentes a CUT, Educafro, a CNTE, o Cimi, Apib, Coiab, UNE, UBES. Entre os senadores participaram: Serys Slhessarenko (PT-MT), Paulo Paim (PT-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP). Durante o ato, a senadora Serys fez um informe sobre as tramitações e a possibilidade de votação na Comissão de Constituição e Justiça na próxima quarta-feira.
Representantes dos povos indígenas ressaltaram a importância da aprovação do PLC para que haja igualdade de condições de acesso ao ensino superior. Evalci Apinajé participou do ato representando a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e do Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (Cinep). Para ele, a aprovação do projeto é uma resposta do estado brasileiro à histórica falta de oportunidades dos povos indígenas, quilombolas e outros. "Para nós indígenas é muito importante e a gente espera que o projeto seja votado na próxima quarta-feira", completa.
Cléber Buzatto, secretário adjunto do Cimi ressaltou que o projeto, virando lei, contribui para a democratização de acesso. "A lei diminuirá o fosso existente entre a igualdade de direitos e a desigualdade de acesso". Para ele, com a aprovação do PLC, estaremos começando a construir uma sociedade pluriétnica e pluricultural.
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