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Arrozeiros podem ser retirados da terra indígena a qualquer momento

Agência Brasil
Autor: Amanda Mota
31 de Mar de 2008

A corrida para o cumprimento das medidas legais que prevêem a retirada dos não-índios da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, está na reta final. A avaliação é do coordenador executivo do Comitê Gestor do governo federal no estado, José Nagib Lima.

Em entrevista hoje (31) à Agência Brasil, ele informou que a Polícia Federal (PF) esteve na semana passada no local e, que a qualquer momento, pode ser efetivada a completa retirada dos produtores de arroz que ainda permanecem na reserva. Segundo Lima, a saída dos não-índios do local faz parte de um planejamento que teve início em 2005, com a homologação da terra indígena.

"Estamos indo para os momentos finais desse planejamento. A Funai está buscando isso. Na última sexta-feira, a Polícia Federal esteve na região e deparou-se com situações estranhas, como a presença de armadilhas para dificultar o trânsito e o trabalho da equipe. Um empregado de uma das fazendas foi preso e a polícia vai verificar o que houve", contou.

Desde 2005, com a assinatura do decreto de homologação da reserva Raposa Serra do Sol como terra indígena, a área de 1,7 milhão de hectares é de direito dos 18 mil indígenas que vivem na região.

Apesar das especulações da imprensa local sobre o início de uma operação da Polícia Federal para retirada dos últimos ocupantes não-índios da reserva - e que já é conhecida como Upatakon 3 -, o atual superintendente da Polícia Federal em Boa Vista, Ivan Herrero, não confirma nenhuma ação dos policiais no momento.

"Eu não confirmo o início dessa operação. Quando isso acontecer, a operação será coordenada pela superintendência de Brasília. Não convocaram a administração da PF em Boa Vista para comunicar o início da Upatakon", ressaltou Herrero.

A assessoria de comunicação da Polícia Federal em Brasília também não confirmou o início da Upatakon 3. Segundo os assessores, ninguém vai falar sobre a operação até que ela seja confirmada, sob pena de os trabalhos que competem ao órgão federal serem prejudicados.

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