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Ângela se diz contra novas áreas indígenas e anuncia criação de Ater

Folha BV- http://www.folhabv.com.br
Autor: Yana Lima
28 de Jul de 2014

Ao ilustrar o posicionamento político caso eleita governadora do Estado, Ângela Portela (PT) disse ser contra a ampliação das terras indígenas em Roraima. O desafio agora, segundo ela, é desenvolver esta parcela da população, aproveitando o potencial rural. Uma medida que faz parte do plano de governo da candidata é a implantação da Assistência Técnica de Extensão Rural (Ater).

Em entrevista ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha, Ângela disse que o que poderia ser feito em termos de demarcação de terras já ocorreu em prol dos indígenas. "A presidente Dilma [Rousseff] vai ter todo o interesse em nos ajudar. Temos que apoiar iniciativas exitosas, colocando nosso estado como planejador do desenvolvimento da população como um todo", comentou, destacando que por representar 12% da população do Estado, os indígenas não podem ser excluídos do processo de inclusão social e econômica, respeitando as especificidades de cada comunidade.

Pegando o gancho de críticas feitas ao Governo do PT por ouvintes do programa, Ângela defendeu que mesmo o Estado sendo administrado por outras siglas, o Governo Federal destinou R$ 3 bilhões em investimentos e, aliado a isso, o Estado teve um acréscimo de 10% no FPE (Fundo de Participação dos Estados), sendo que segundo ela, o endividamento do Estado ocorreu devido à falta de gestão de recursos. "O Governo não conseguiu fazer um trabalho com competência, com uso eficiente do dinheiro público. O Governo Federal fez sua parte", defendeu.

Segundo Ângela, muitas das ações do PT em Roraima têm sido "apoderadas" por políticos locais, em especial do PMDB, que é coligado à sigla em âmbito nacional. Segundo ela, estes políticos chamam o mérito de algumas ações para si, como o anúncio para a construção de creches e construção de casas populares, que foram comemoradas como se nestas ações não houvesse participação do Governo Federal. "A população já sabe que o que esse grupo quer é criar uma oligarquia no Estado. O povo já esta percebendo essa dominação se enraizar em todas as instâncias de poder e eu vou lutar contra isso", criticou.

Ainda no âmbito da agricultura, além da criação da Ater, Ângela disse que pretende instituir uma parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para orientações sobre os rumos de investimento e disse que pretende retomar o Pró-Custeio, programa de transferência de renda em prol do produtor.

Na área de ensino e aprendizagem, a candidata, que é professora, disse que pretende criar o Plano Estadual de Educação em sintonia com o recém aprovado Plano Nacional de Educação, que traz diretrizes para o setor. Ela disse também que pretende incorporar a Gratificação de Incentivo à Docência (GID) ao salário dos professores e trabalhar para melhorar a qualidade da merenda e transporte escolar. "Se os recursos do Fundeb forem bem aplicados e não desviados para outras finalidades, é possível fazer com que tudo isso funcione bem", disse.

Na área de recursos humanos, as propostas giram em torno da valorização do servidor, estipulando que nenhum deles receba abaixo de um salário mínimo, como ocorre atualmente. Além de estabelecer o piso salarial, a candidata disse que, se eleita, pretende convocar todos os concursados em certames válidos e promover novos concursos conforme a necessidade de cada área.

Quanto à situação de trabalhadores de empresas terceirizadas, vítimas de reiteradas irregularidades trabalhistas, a proposta é condicionar o pagamento das faturas à empresa ao pagamento dos funcionários em dias. "Os seja, a empresa que não pagar os servidores em dia, não recebe do Governo. E se isso se repetir, rescindiremos o contrato", disse.

Criação da Casa Dia é uma das propostas da candidata

Um dos planos de Ângela Portela, caso eleita governadora, é implantar a Casa Dia em Roraima. O local oferece atendimento multiprofissional a dependentes químicos.

Na área da saúde da mulher, a intenção de Ângela é focar no trabalho de prevenção dos cânceres de colo de útero e mama, principalmente por meio da descentralização dos serviços de saúde, sobretudo no meio rural.

Na área de segurança/social, uma das propostas é ampliar o combate à violência doméstica por meio do fortalecimento da rede de acolhimento a essas vítimas.

http://www.folhabv.com.br/noticia.php?id=172075

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