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30 terras indígenas em MT estão invadidas

A Gazeta (MT)
20 de mar de 2007

A situação dos índios no Estado continua desfavorável. Um relatório divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em junho do ano passado, mostrou, por exemplo, que 30 das 86 terras indígenas de Mato Grosso (o equivalente a 35%) foram invadidas por fazendeiros, garimpeiros e madeireiras. Conforme o documento, que reúne dados de 2003 a 2005, os índios também são vítimas constantes de assassinatos, conflitos de terras, ameaças de morte, estupro, racismo e negligência à saúde.

Nos 3 anos analisados, 122 índios foram assassinados no país, uma equação que resulta na morte de um índio a cada 9 dias. O quadro de violência levantado pelo Cimi diagnosticou 99 casos de violência em conflitos territoriais, 37 invasões e exploração ilegal de recursos naturais, 13 danos ambientais, 85 tentativas de assassinatos, 38 homicídios culposos, 38 ameaças de morte, 11 outras ameaças, 94 lesões corporais, 62 casos de racismo e discriminação ético-culturais, 41 casos de violência sexual e 73 suicídios.

Um exemplo de irregularidade é a área onde fica a aldeia Myky, na região de Brasnorte (435 km de Cuiabá), que a partir de uma demarcação errada deixou de fora parte das terras em que o povo indígena cultivava castanha e tucum, base alimentar e cultural (artesanato).

Praticamente toda terra Jarudori e Tereza Cristina, na região de Poxoréo (201 km da Capital), localidade em que vive a etnia Bororo, está invadida por garimpeiros e pequenos agricultores. A convivência traz diversos conflitos que culminam em desequilíbrio na própria identidade dos índios, das quais se destacam escassez de caça e pesca, que estão ligados aos principais rituais, de valor à terra. (RD)

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