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2023
O conjunto de 201 territórios quilombolas da Amazônia armazenou 299.151.935,6 MgC em 2020, e foram responsáveis por um incremento de 1% (3.159.956.6 MgC) ao longo da série histórica (2003 a 2020). Os resultados caracterizam os territórios quilombolas como sumidouros de carbono. No entanto, 3.162.725,8 MgC foram perdidas em áreas submetidas a processos de degradação. Utilizando uma abordagem de modelagem geoespacial, constatamos que todas a titulação de territórios quilombolas inibe as emissões de gases de efeito estufa em comparação com áreas não protegidas adjacentes. Como a perda de áreas de floresta e savana natural associada às frentes agropecuárias e projetos de infraestrutura provavelmente vai se intensificar, espera-se que a importância dos serviços ecossistêmicos prestados pelos territórios quilombolas aumente nessa região. Os resultados sugerem que o apoio contínuo ao reconhecimento formal e às práticas tradicionais de manejo nesses territórios é fundamental.