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Semeadura direta para restauração - mais experiências diversas pelo Brasil

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Com grande extensão territorial e a maior biodiversidade do mundo, o Brasil é reconhecido pelo seu conhecimento técnico e estratégias de recuperação da vegetação nativa. O país tem avançado no desenvolvimento de métodos eficientes de restauração ecológica, capazes de gerar impactos positivos na esfera socioambiental, como a semeadura direta de nativas. As experiências acumuladas e as inovações presentes e futuras são estratégicas para enfrentar desafios ambientais contemporâneos, como mudanças climáticas, escassez de água, perda de biodiversidade e degradação do solo. A semeadura direta consiste no plantio de sementes diretamente no solo, enquanto a Muvuca de sementes é uma mistura de espécies para semeadura direta que é elaborada seguindo uma composição sucessional de espécies, para desencadear o processo natural de sucessão ecológica. Utilizada em muitos países para restaurar ecossistemas florestais, savânicos e campestres, a semeadura direta vem sendo aplicada no Brasil pelos povos indígenas há séculos e  por agroflorestadores pelo menos desde o ano 2000, combinando conhecimentos científicos e tradicionais. Experiências nacionais e internacionais mostram que o método pode ser adaptado a diferentes condições de solo, clima e relevo. Além de contribuir para os serviços ecossistêmicos, a semeadura direta é inclusiva e gera benefícios sociais, econômicos e culturais ao integrar conhecimentos dos coletores de sementes e de agricultores plantadores de sementes, com máquinas e técnicas locais.