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Zôo de Niterói terá centro para resgate de animais marinhos

OESP, Vida, p. A14
31 de Jul de 2006

Zôo de Niterói terá centro para resgate de animais marinhos
Local vai cuidar de bichos perdidos e rastrear vazamentos de óleo

Clarissa Thomé

Pingüins, focas e leões-marinhos perdidos de sua rota e que chegam exaustos às praias cariocas terão em breve um centro de reabilitação específico. O projeto é do Míni Zôo de Niterói. Neste ano, 104 pingüins foram recebidos num tanque improvisado, onde são tratados por três veterinários, um biólogo e uma estagiária.

A Base de Reabilitação da Fauna Marinha, orçada em R$ 300 mil, vai reproduzir o ambiente de uma praia, com pedras, vegetação de restinga e mangue. Os bichos passarão por tratamento em três piscinas, cada uma com 90 centímetros de profundidade e 4 metros de largura por 5 metros de comprimento. O primeiro tanque receberá os animais ainda debilitados. No segundo, eles passarão por uma espécie de fisioterapia para voltar a nadar. O último vai prepará-los para a soltura.

O novo centro terá um consultório veterinário adaptado para que os animais contaminados em desastres ambientais passem pela chamada "técnica de despetrolização". "Haverá tanque de água quente e canaletas para captação do óleo lavado. Será recolhido e encaminhado para análise para comprovar que navio causou a contaminação", diz Giselda Candiotto, diretora do Míni Zôo. O Míni Zôo ainda está captando os recursos para começar as obras. A expectativa é que o trabalho esteja concluído até o fim do ano.

Há poucos dias, chegou ao Míni Zôo uma tartaruga marinha de 150 anos que havia sido atropelada por um barco. A hélice destruiu o casco e dilacerou a lateral do animal na Praia de Itaipu, em Niterói. Resgatada por pescadores, já foi operada.

VIAGEM DE VOLTA

Apesar da presença de outros animais, os pingüins ainda são a clientela principal. Perdem-se atrás de alimento e acabam nas praias. Chegam exaustos ao Míni Zôo, onde são tratados e engordados até chegarem a 2,5 kg.

Quando estão em boa forma, seguem de avião para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos, na Ilha da Pólvora (RS). Lá passam por novo período de reabilitação até serem devolvidos ao mar, a 400 milhas da costa, para que peguem as correntes que os levarão de volta ao Estreito de Magalhães, no extremo sul da América do Sul.

Quarenta pingüins já estão prontos para a jornada, que deve ser feita em setembro num avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A FAB aproveitará um vôo que levará uma equipe de pesquisadores para garantir o retorno dos pingüins ao continente gelado.

OESP, 31/07/2006, Vida, p. A14

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