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Autor: Thalya Godoy
18 de Jan de 2025
O ex-governador e deputado estadual Zeca do PT denunciou o abandono da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, localizada no município de Antônio João, a 300 km de Campo Grande. O local foi alvo de disputa, entre indígenas e fazendeiros, por 25 anos. Um acordo fechado no STF (Supremo Tribunal Federal), em 2024, prevê indenização de R$ 144,8 milhões pela área em conflito.
O deputado estadual visitou o local e identificou o abandono dos indígenas. "Encontrei uma comunidade sem nenhuma assistência do Ministério dos Povos Indígenas, da Funai e da Sesai. Sem água, sem casa, sem medicamento, totalmente abandonados. Gravei tudo e estou levando a Brasília para dar conhecimento ao Ministério do Desenvolvimento Social e à Casa Civil da Presidência da República", afirmou.
O ex-governador prometeu encaminhar a situação ao Governo Federal e fez críticas aos dirigentes do Ministério dos Povos indígenas por supostamente estarem mais interessados em "atividades puramente políticas nas aldeias de Mato Grosso do Sul".
Lideranças indígenas relaram ao político falta de assistência. Os moradores reclamam que não conseguem realizar melhorias devido ao baixo ganho ligado ao arrendamento de uma área para a plantação de soja.
Conselho de Segurança
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), criou, em novembro de 2025, o Conselho Comunitário de Segurança da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, para o triênio 2025-2028.
O conselho é composto pelas comunidades indígenas Campestre, Cedro, Casa Branca, Piquiri, Soberania, Fronteira, Morro Alto, Bananal e Salto Estrelinha, localizadas na cidade de Antônio João, a 281 quilômetros de Campo Grande.
Região de conflito
A região é palco de conflitos, entre indígenas e proprietários rurais, há anos. Em 2024, a situação escalou após a morte do jovem Neri da Silva, de 23 anos, que levou um tiro, disparado pela polícia, no dia 18 de setembro.
Antes disso, o conflito pela área já havia ganhado força diante da pressão de indígenas e das ações dos fazendeiros para se manterem no local.
Diante do cenário, audiência no STF (Supremo Tribunal Federal) terminou com acordo para pagamento de R$ 144,8 milhões a proprietários rurais de Antônio João, relativo à demarcação da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu.
O conselho
Conforme detalha o texto publicado no DOE-MS (Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul), de 25 de novembro de 2025, o conselho será composto pelos membros listados abaixo.
O conselho será composto pelos seguintes membros natos:
1 - Representante da Polícia Civil;
2 - Representante da Polícia Militar;
3 - Representante do Corpo de Bombeiros Militar.
A diretoria do conselho será composta pelos seguintes membros:
1 - Isaías Sanches Martins - presidente;
2 - Alenir Aquino Ximendes - vice-presidente;
3 - Amilson Gomes Lopes - 1o-secretário;
4 - Vicente Romero - 2o-secretário.
Serão membros efetivos da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu:
1 - Adão Ferreira Benites;
2 - Aurora Nunes;
3 - Celsio Benites;
4 - Ernesto Sarate;
5 - Felis Chucarro;
6 - Felisberto Correa Vilhalva;
7 - Gilson Gomes Lopes;
8 - Guilhermina Mendonsa Freita;
9 - Luiza Chucarro;
10 - Marciano Torres;
11 - Marli Gomes;
12 - Samuel da Silva.
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