VOLTAR

WWF-Brasil coordena expedição científica na Terra do Meio

WWF
21 de nov de 2007

A cidade de Itaituba, no Sudoeste do Pará, foi o ponto departida da expediçãoTerra do Meio. A parceria Museu Paraense Emílio Goeldi, WWF-Brasil e Instituto Chico Mendes têm como objetivo estudar a fauna e flora da Floresta Nacional (Flona) de Altamira. Uma unidade de conservação federal com 712 mil hectares que faz parte do Distrito Florestal da BR-163. As pesquisas que vão acontecer nas próximas semanas são fundamentais para dar suporte ao plano de manejo da Flona. "Essa é a etapa que falta para tirar a unidade de conservação do papel e dar suporte a uma retirada sustentável de madeira. É uma das saídas para combater a extração ilegal e o roubo de terras nessa região", afirma Naiane Peres de Menezes, a chefe da Flona de Altamira.

A região é um dos locais na Amazônia mais afetado pela ação de madeireiros ilegais. Em 2005, para tentar modificar essa realidade, foi criado o Distrito Florestal com 19 milhões de hectares. São oito Florestas Nacionais que podem ser utilizadas para a concessão de corte ambientalmente correto de madeira, que ocorre por meio do manejo florestal. Uma atividade econômica compatível com a preservação da floresta em pé. Para a idéia ser colocada na prática, falta para as Flonas o estudo do plano de manejo.

A expedição conta com o apoio do Exército Brasileiro. Vinte e quatro homens do Batalhão Tapajós, o 53o Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), vão dar apoio nos acampamentos e transporte. "Para nossos homens é bom acompanhar esse tipo de missão porque eles também adquirem mais conhecimento técnico sobre a região", diz o Major Francisco Assis, subcomandante do Batalhão. O BIS também dá suporte às ações do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no combate ao desmatamento ilegal na região. Fundado em 1975, durante a construção da estrada Transamazônica (BR-230), a sede do Batalhão em Itaituba foi o primeiro ponto de apoio da expedição.

Às margens do rio Tapajós, os cientistas debateram as dificuldades a serem superadas no caminho. Os pesquisadores irão percorrer três mil quilômetros em estradas de difícil acesso ao longo da BR-163 (Cuiabá-Santarém). Além da Flona de Altamira também vão acontecer visitas de campo no Parque Nacional do Jamanxi. "Nosso objetivo principal é concluir a Avaliação Ecológica Rápida que vai orientar ao plano de manejo da Flona", diz Roberto Antonelli Filho, o coordenador científico da expedição. Participam das pesquisas especialistas em aves (ornitologia), flora (botânica), águas (ictiologia), répteis e anfíbios (herpetologia) e animais mamíferos (mastofauna).

Ontem, um dos obstáculos da equipe foi conseguir sair de Belém (PA) com 60 quilos de bagagem extra. A razão do excesso foram os equipamentos técnicos necessários para os estudos, como baldes de coleta e instrumentos científicos de medição. O grande desafio dos próximos dias será levar meia tonelada de equipamento para dentro da Floresta Amazônica.

A expedição começou no dia 19 de novembro e acaba no dia 08 de dezembro. O percurso será feito entre os municípios de Altamira e Itaituba, na região paraense conhecida como Terra do Meio.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.