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Autor: Flávio Verão
09 de Set de 2008
Ex-governador avalia que Dourados vive um momento importante para a escolha do futuro prefeito
Wilson recebeu uma placa em
homenagem aos serviços prestados a MS
Em visita ao município de Dourados no final da tarde de ontem, onde ministrou palestra para a militância do PMDB, o ex-governador Wilson Barbosa Martins, defendeu o municipalismo e disse que Dourados presencia a melhor oportunidade para eleger o novo prefeito nas eleições de 5 de outubro.
Enfático, disse que o melhor nome para representar a cidade seria o candidato Murilo Zauith. "Ele é um homem que tem uma grande história na vida pública e privada. Tudo o que ele já fez pelo Estado, como deputado federal e estadual, mostra o quanto está preparado para representar os douradenses", comentou.
A simplicidade com que Wilson Barbosa Martins recebe afagos e cumprimentos é até capaz de fazê-lo passar por um homem comum. Sem ocupar cargo público, revela acompanhar de casa por meio dos noticiários tudo o que acontece no estado e no país. "Dourados está vivendo um momento oportuno, não posso assistir tudo de camarote. Vim falar com os colegas do partido porque sei que ainda tenho muito a contribuir", frisou.
Para Wilson, Dourados tem que se desprender e mostrar que é um polo econômico e agroindustrial no estado, dessa forma, é necessário construir um grande projeto para libertar a cidade.
Questionado para falar sobre os dois mandatos de governador (1983-86 e 1995-98) e por não ter surgido nenhuma denúncia contrária a seu governo, fato diferente que ocorreu com o sucessor no segundo mandato, o José Orcírio, que recebeu inúmeras denúncias por crimes de corrupção, preferiu não tecer comentários e disse que é melhor "falar de coisas boas".
Aos participantes da palestra, dirigiu comentários sobre a história de sua vida política, especificamente nos mandatos de governador e destacou ter trabalhado muito pelo social, além de ter aberto estradas em todo o estado, que ainda não foram igualadas por nenhum outro governador.
"Ao visitar os amigos aqui na cidade [Dourados] sinto-me como se estivesse em casa. É uma terra que sempre me apoiou e ajudou a me eleger", frisou. Wilson lembrou que no início da década de 80, no primeiro mandato de governador, a cidade carecia de infra-estrutura e urbanização, e teve como maior desafio asfaltar várias avenidas e ruas do centro da cidade. Tal projeto audacioso pode fazer com que ele cumprisse as obrigações para com a sociedade. Para Wilson, ser governador foi um momento único e oportuno em que pode ajudar muitos municípios.
A demarcação de terras indígenas que a Funai estabeleceu em portarias em Mato Grosso do Sul, é considerada por Wilson como um confronto a Constituição Federal. Para ele, é um "absurdo" retirar dos produtores rurais que trabalham pelo progresso do Estado as terras legalizadas e entregar de qualquer forma aos índios. "Reconheço que eles precisam de terras. Mas todos os dias acompanhamos na mídia que os indígenas passam fome, as famílias estão desestruturadas, além de ocorrer inúmeros suicídios. Será as terras resolve esses problemas? Indagou.
Depois de falar para a platéia, composta por candidatos a vereador do PMDB e amigos, Wilson foi homenageado pelos trabalhos prestados em Mato Grosso do Sul. Ele recebeu uma placa das mãos do presidente do diretório local, Marçal Filho.
Na sequência, várias autoridades que estavam presentes, como o deputado federal Geraldo Resende, o vereador Eduardo Marcondes, ambos do PMDB, e amigos que trabalharam junto com Wilson quando foi governador do estado, ressaltaram a importância e o mérito de poder oferecer tamanha honraria e trazer para o Estado outros grandes seguidores na política sul-mato-grossense, a exemplo do governador André Puccinelli, o senador Ramez Tebet, já falecido, e demais lideranças em vários municípios.
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