VOLTAR

Wangari Maathai, ambientalista

O Globo, Rio, p. 16
27 de Set de 2011

Wangari Maathai, ambientalista

Uma única mulher, numa das regiões mais pobres do planeta, plantando árvores com as próprias mãos para combater o aquecimento global. Foi assim, de árvore em árvore, que a queniana Wangari Maathai chamou a atenção do mundo para o problema ambiental de seu continente e tornou-se uma das mais respeitadas ambientalistas do planeta.
Em 1977, Wangari fundou o Green Belt Movement e começou a plantar para combater a erosão do solo e a desertificação em seu país, o Quênia, além de oferecer alguma forma de sustento às mulheres do local. Sua ONG pagava as mulheres para plantarem árvores como uma forma de lhes dar uma opção de subsistência mais sustentável do que derrubar árvores para vender madeira e carvão.
Seu projeto foi responsável pelo plantio de pelo menos 45 milhões de árvores na África, ajudou cerca de 900 mil mulheres e deu à ela o Nobel da Paz em 2004, por sua "contribuição ao desenvolvimento sustentável, à democracia e à paz". Ela foi a primeira mulher africana a levar o prêmio.
Wangari morreu no domingo, de câncer de ovário, aos 71 anos, em Nairobi.

E-mail para esta seção:
obit@oglobo.com.br

O Globo, 27/09/2011, Rio, p. 16

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.