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Voo direto, albergues e guias na floresta peruana

O Globo, Ciência, p. 42
14 de Jul de 2013

Voo direto, albergues e guias na floresta peruana
Parque Nacional de Manu é uma região semelhante à brasileira pela biodiversidade, mas não pela infraestrutura

Flávia Milhorance
flavia.milhorance@oglobo.com.br

BOCAMANU (PERU) - Um voo de 30 minutos faz o trajeto de Cusco a Bocamanu, a porta de entrada do Parque Nacional de Manu, no Peru, área de 1,5 milhão de hectares, declarada Patrimônio Mundial pela Unesco. O serviço surgiu de conversas do setor privado com a direção local para facilitar o traslado do turista rumo às belezas da amazônia peruana, região semelhante à brasileira pela biodiversidade, não pela infraestrutura.
Dentro do parque, há nove opções de alojamentos, num modelo concessionado bem-sucedido em outros países. O deslocamento, organizado por meio de agências, também pode ser feito de barco ou carro. O plano de uso turístico, um documento de 500 páginas disponível na internet, dá detalhes do impacto ambiental, do perfil do visitante, do treinamento de guias, dos sete postos de apoio, entre outros.
O governo peruano investe por ano cerca de 1,2 milhões de soles (cerca de R$ 980 mil), o que representa 80% do total. Outra parte vem de organizações internacionais e do valor da entrada, que varia de 10 a 150 soles (R$ 8 a R$ 120).
Trinta e seis funcionários, além de 12 voluntários, se encarregam da manutenção. Número que o diretor do parque, José Carlos Nieto Navarrete, gostaria que fosse maior, mas que se orgulha de ser composto principalmente de moradores locais.
- Os moradores enxergam o parque como potencial gerador de renda, mas que, para isto, é preciso conservá-lo - diz Navarrete, que quer aumentar o número de visitantes, hoje restrito a 2.500 anuais, com campanhas publicitárias. - As pessoas não devem achar que é um espaço intocável. Elas precisam ver sua utilidade para a educação, o turismo, a população, e é possível fazer isto de maneira sustentável.
O parque peruano consegue conciliar a visitação à existência, nas proximidades, de tribos indígenas ainda não contactadas. Na floresta amazônica de Manu há 800 espécies de aves, 200 de mamíferos e 1.147 de plantas catalogadas.

O Globo, 14/07/2013, Ciência, p. 42

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