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Vistoria ainda não encontrou danos causados por óleo no Rio Paraguai

O Globo, O País, p. 15
25 de Mai de 2005

Vistoria ainda não encontrou danos causados por óleo no Rio Paraguai

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul iniciaram ontem à tarde a vistoria na região atingida pelo óleo diesel que vazou de um navio no Rio Paraguai. A embarcação naufragou no início deste mês no Porto Sobramil, entre as cidades de Corumbá e Ladário, na região do Pantanal Mato-Grossense que faz fronteira com a Bolívia.
Moradores fizeram denúncia anônima
O vazamento do óleo só foi descoberto pela Polícia Militar Ambiental (PMA) depois de uma denúncia anônima feita no fim de semana passado. Segundo o capitão da polícia Joilson Sant'Ana, anteontem a mancha de óleo se estendia por um trecho de quatro quilômetros de extensão por 50 metros de largura no Rio Paraguai. Os policiais não encontraram danos à fauna e à flora durante a vistoria.
A empresa Cinco & Bacia, proprietária da embarcação "Ipê", informou que um bolsão com 30 litros de óleo se rompeu, e o produto acabou indo para o leito do rio. Segundo a empresa, o óleo foi retido por uma barreira de proteção montada por técnicos, e o vazamento foi controlado.
O superintendente do Ibama no estado, Nereu Fontes, disse que, desde que a embarcação naufragou, o instituto e a Capitania dos Portos foram informados e passaram a monitorar o local diariamente. Segundo ele, até agora não se constataram danos à fauna e à flora.
Quando a embarcação tombou no leito do Rio Paraguai, funcionários da empresa Cinco & Bacia fizeram a retirada dos cerca de seis mil litros de diesel que estavam no tanque. De acordo com o superintendente do Ibama, como a embarcação está quase que totalmente afundada, provavelmente óleo e graxa foram liberados, formando a lâmina de óleo que foi vista por moradores da região, os quais acionaram a PMA.
Chuvas evitaram concentração
Para o comandante da polícia, o óleo deve ter se espalhado porque o Rio Paraguai está enchendo por causa das chuvas dos últimos dias e porque o naufrágio não aconteceu em local em que a água é parada. Assim, não ouve danos ao meio ambiente.
O resultado da vistoria feita ontem por técnicos da Secretaria estadual de Meio Ambiente deverá ficar pronto em uma semana.

O Globo, 25/05/2005, O País, p. 15

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