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Visitas ao Corcovado poderão ser limitadas

O Globo, Rio, p. 18
31 de Jan de 2007

Visitas ao Corcovado poderão ser limitadas
Idéia em estudo é lixar um número máximo de pessoas para ficar no Cristo por períodos de tempo determinados

Gustavo Goulart

A administradora do Parque Nacional da Tijuca, Sônia Peixoto, disse ontem que o Ibama estuda uma forma de limitar o número de visitantes do Corcovado por períodos de tempo ainda a serem estabelecidos. Segundo Sônia, a entidade criou um grupo de estudos, formado por seis técnicos, para avaliar essa e outras medidas, que poderão entrar em vigor já no mês que vem. Sônia diz achar que 30 minutos é tempo suficiente para que visitantes do Corcovado permaneçam no local.

O limite seria de 500 visitantes por um período de tempo. Hoje, disse ela, em dias movimentados, o Cristo Redentor recebe de uma vez só até mais de mil visitantes.
A idéia será, ainda, apresentada ao governo do estado e à prefeitura, para avaliação.

- O número de visitantes será limitado para facilitar o fluxo. Estamos reformulando toda a estrutura turística de transporte para o Corcovado para acabar com a superlotação, com os flanelinhas, com as motocicletas ilegais, para coibir a circulação de vaus não cadastradas na Embratur e não permitir estacionamento no platô de movimentação de veículos. Mas as propostas serão discutidas, porque o Ibama quer ter parcerias, como a do Batalhão Florestal e a da CET-Rio.

Outra medida em estudo é acabar com várias das 123 trilhas existentes hoje no Parque Nacional da Tijuca.
Isso porque, segundo Sônia, o plano de manejo do parque, que é de 1981, está sendo reformulado e pretende proteger espécies raras ou ameaçadas de extinção que podem ser encontradas ao longo das trilhas.

Além disso, há a questão da segurança dos freqüentadores. Pelo menos 15 pessoas foram assaltadas, no sábado passado, na trilha de 2.200 metros que liga o Parque Lage, no Jardim Botânico, ao Cristo Redentor.

Armados com pistolas, os criminosos atacaram os aventureiros e os mantiveram como reféns. Foram roubados, além de dinheiro, bijuterias, máquinas fotográficas, celulares, MP3 players e tênis.

O Globo, 31/01/2007, Rio, p. 18

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