Folha de Boa Vista - http://www.folhabv.com.br
Autor: Andrezza Trajano
20 de Jul de 2011
A Vigilância Sanitária Estadual (Visa) interditou ontem o prédio onde funciona a central de medicamentos do Distrito Sanitário Especial Leste, vinculado à Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena (Sesai).
O local, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), foi lacrado até que sejam sanadas as inconformidades encontradas, dentre elas, o acondicionamento inadequado de medicamentos. A denúncia foi feita à Ouvidoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a Sesau, técnicos da Visa estiveram no estabelecimento, localizado no bairro 13 de Setembro, na manhã dessa terça-feira e constataram que o estabelecimento não atendia em parte à legislação sanitária vigente, de acordo com a portaria do Ministério da Saúde de n 802/98, lei 6.360/77 e lei 5.991/73, configurando infração sanitária conforme lei 6.437/77, sendo necessária a interdição.
A reportagem apurou que no prédio a temperatura chega a 45C, onde o excesso de calor pode prejudicar a eficácia dos medicamentos. Além disso, remédios e alguns materiais de saúde, como seringas e agulhas, estariam guardados em local inadequado.
A coordenadora do Distrito Sanitário, Doroteia Gomes, disse à Folha que foi pega de surpresa com a ação da Visa. Ela negou que existam irregularidades no acondicionamento dos remédios, mas afirmou que fará os ajustes que forem necessários.
Doroteia disse também que estava viajando a serviço na semana passada, quando técnicos da Visa estiveram no local e fizeram notificações sobre eventuais problemas. Alegou que chegou a Boa Vista na última sexta-feira, 15, e pretendia adotar nesta semana as recomendações.
"Nem tivemos tempo de analisar a situação. Tenho uma reunião amanhã [hoje] à tarde na Vigilância Sanitária, onde vou ver os encaminhamentos e pedir um prazo de 30 dias para executar as adequações", informou.
Ela disse ainda que a saúde indígena passa por um momento de transição complexo, uma vez que no início deste ano saiu da tutela da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para a recém-criada Sesai. Afirmou que o distrito ainda está procurando prédio para montar sua estrutura administrativa e chegou a tirar a central de ar-condicionado da sala em que trabalha para levar para o prédio onde ficam armazenados os medicamentos.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.