Secretaria Especial de Saúde Indígena - http://portal.saude.gov.br
03 de Ago de 2011
Gestores brasileiros e mexicanos discutiram ontem, por videoconferência, novas formas de cooperação entre os dois países. Um dos temas discutidos foi a saúde indígena. A Diretora do Departamento de Atenção à Saúde Indígena (Dasi), Irânia Marques, representou a Sesai no evento. "Temos muita vontade de estabelecer parcerias com o governo mexicano porque eles desenvolvem um trabalho muito interessante de integração entre a medicina tradicional indígena e a medicina ocidental", argumentou Irânia.
Outros temas discutidos na conferência foram o programa Rede Cegonha, e questões da atenção primária, como foco no papel dos agentes comunitários de saúde. Este último tema despertou interesse dos mexicanos, principalmente após a apresentação da Diretora do Dasi sobre o papel deste agente na saúde indígena. (No Subsistema de Atenção à Saúde Indígena - SasiSUS, estes profissionais são o Agente Indígena de Saúde - AIS e o Agente Indígena de Saneamento - Aisan).
"Não faríamos saúde indígena nas aldeias se não fosse pelo AIS e o Aisan. São eles que estabelecem o contato permanente com a comunidade e fazem a intermediação das famílias indígenas com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (Emsi)", explica a gestora.
Ela ainda destacou que os agentes indígenas passam por um curso de formação com duração de 1080 horas, dividido em seis módulos, e que o curso não prejudica na atuação dos agentes, pois ele é feito em conjunto com o trabalho do AIS e do Aisan nas aldeias. "Não tem problema se o indígena demorar dois anos para terminar o curso. Enquanto ele aprende, ele já desenvolve ações na aldeia".
Problemas Comuns
Victor Aranda, representante do ministério da saúde mexicano disse que um dos problemas enfrentados pelo governo latino é a dificuldade para a contratação de médicos para atender em áreas remotas do país, o que diz respeito às comunidades indígenas, tanto no México como no Brasil. "Temos uma solução temporária que é a prestação de serviço social obrigatório para os jovens formados no ensino público, mas isso não é o suficiente". Para ele, os dois países devem procurar juntos uma forma de solucionar o problema.
Irânia Marques explicou que no Brasil existe uma tabela de remuneração diferenciada para a atuação do profissional na Amazônia legal, e que o governo estuda mecanismos para suprir a necessidade de profissionais de saúde em áreas remotas.
A gestora brasileira reforçou a importância da medicina tradicional no final do evento. "Em 10 anos do subsistema não conseguimos consolidar a integração entre a medicina ocidental e a medicina tradicional indígena. Queremos conhecer a experiência mexicana que já obteve sucesso nessa área".
Ao final do evento, os gestores combinaram de estabelecer uma agenda pontual que definirá áreas de cooperação entre os dois países.
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