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12 de Fev de 2011
O vice-prefeito do município de Santa Rosa, Hilário Augusto Kaxinawá (PC do B), que está em Sena Madureira cursando um dos módulos de pedagogia da Universidade Federal do Acre (Ufac), disse que a comunidade indígena da região do Purus vive em condições subumanas.
De acordo com ele, a administração pública de Santa Rosa é deficiente não só com os indígenas, mas também com a população ribeirinha em geral.
Ele relata que ao chegarem a Sena Madureira, sem ter lugar para se abrigarem, os índios recorrem a pequenas barracas construídas com papelão, lonas e pedaços de paus às margens do Rio Iaco.
Idosos, mulheres e crianças dividem os pequenos espaços. As condições são extremamente precárias. No local, eles lavam roupas, tomam banho e consomem as águas do Rio Iaco. É comum ver índios em Sena catando restos nas caixas de lixo.
Hilário lembra que foi cedido a Santa Rosa um microônibus para alunos da zona rural, fruto do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar. O que tem intrigado o vice-prefeito é o fato de que a maioria dos estudantes de Santa Rosa utiliza embarcações para se deslocar de um lugar para outro.
O comunista ressalta ainda que os alunos estão deslocando-se para as escolas em pequenas embarcações, transportes que não oferecem segurança às crianças. Segundo o vice-prefeito, se a comunidade escolar tivesse sido ouvida, os alunos seriam atendidos por barco escolar. Enquanto isso, o ônibus adquirido para transportar estudantes da zona rural está circulando na cidade, servindo como transporte escolar nas poucas ruas da área urbana de Santa Rosa.
O vice-prefeito deixou transparecer insatisfação com a gestão da qual faz parte.
"Toda a comunidade escolar deve reunir-se com diplomacia para chegar a uma solução favorável", declarou. Ele disse que pretende sensibilizar as autoridades para construir uma casa que abrigue os índios que chegam a Sena.
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