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VI FÓRUM NACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE DA CRIANÇA INDÍGENA

VI FÓRUM NACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE DA CRIANÇA INDÍGENA
20 de Abr de 2005

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO

SÃO PAULO, 19 E 20 DE ABRIL DE 2005.

CONCLUSÕES

Vida e direito dos povos indígenas

1. O sentimento do índio passa pela escuta atenta de suas necessidades, de seus projetos e de suas propostas para preservar a sua vida.
2. O sentimento do índio é o de precisar ser respeitado enquanto ser humano.
3. Os direitos dos índios precisam enfim ser respeitados.
4. Todos os dias do ano, e não apenas o dia 19 de abril, são dias para trabalhar a favor da melhoria das condições de vida do índio.
5. A cultura indígena é propriedade de seu povo, nasce com ele, cresce com ele e não é objeto de aprendizado formal, mas atualmente se faz necessário esse ensinamento a futuras gerações.
6. É importante que haja a demarcação de terras indígenas ambientalmente sustentáveis e a garantia das terras já homologadas.

Políticas de saúde e Atenção à Saúde Indígena

7. Cobrar que sejam colocadas em prática as resoluções tomadas em Conferências Nacionais de Saúde Indígena, Fóruns de Defesa da Saúde Indígena, Simpósios e outros eventos, onde os documentos produzidos, sem a prática, apenas prometem, mas não se comprometem a mudar a situação de vida dos povos indígenas brasileiros.
8. Os conhecimentos da Medicina Tradicional Indígena devem continuar sendo passados de geração a geração, para que não haja perda do conhecimento ancestral.
9. Estimular a qualificação dos profissionais e dar continuidade à proposta de treinamento dos profissionais que atuam em áreas indígenas, utilizando o Manual de Atenção à Saúde da Criança Indígena Brasileira como instrumento.
10. Articular e manter o diálogo entre os profissionais da Medicina Tradicional Indígena e os profissionais do sistema oficial de Atenção à saúde Indígena.
11. Mais do que simplesmente saber de sua existência, o profissional de saúde precisa conhecer a Medicina Tradicional Indígena, saber as suas aplicações e, de fato, integrar a Medicina Ocidental e a Medicina Indígena.
12. Promover a fixação de profissionais de saúde nas áreas indígenas.
13. Trabalhar para preservar a prática de aleitamento materno nos povos indígenas.
14. A introdução de alimentos complementares ao leite materno, nos primeiros dois anos de vida, deve ser cuidadosamente discutida com a mãe indígena.
15. Adequar as orientações sobre alimentação e medicamentos de acordo com a cultura da mãe indígena.
16. Monitorar e avaliar o impacto das ações integradas da FUNASA e de outros Departamentos do Ministério da Saúde.
17. Priorizar o controle das doenças preveníveis por vacinas, endemias e doenças responsáveis pela alta morbimortalidade infantil.
18. Identificar e tratar os animais que vivem em comunidades indígenas, como medida para reduzir a prevalência das zoonoses.
19. Adaptar as orientações alimentares no período puerperal para que se respeite a cultura indígena.
20. Estimular o acompanhamento pré-natal pelo médico e enfermeira, em conjunto com a parteira.
21. Promover a capacitação técnica-cultural de todos os profissionais que atendem a mãe e o recém-nascido para evitar a morbimortalidade perinatal.
22. Conhecer as condições para o parto extra-hospitalar (aldeias e casa de parto) a fim de diminuir a mortalidade materna e neonatal.

Organização do Próximo Fórum de Defesa da Saúde da Criança Indígena

23. O Fórum Nacional de Defesa da Saúde da Criança Indígena deve ocorrer sempre no dia 19 de abril, pelo impacto na mídia e na sociedade geral.
24. Na organização do próximo Fórum, reservar um tempo maior para a discussão de cada tema escolhido, propiciando mais tempo para a troca de experiências e debates.
25. O próximo Fórum Nacional de Defesa da Saúde da Criança Indígena ocorrerá em Boa Vista - Roraima, em 19 de abril de 2006.

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