Jornal do Brasil-Rio de Janeiro-RJ
29 de Jan de 2003
''Jamais ficaria no cargo sob suspeição''
O liquidante da Sudam, Sant'Clair Pitangui Versiani, não vê impedimento ético para conduzir a massa falida do órgão, mesmo sendo apontado como um dos principais envolvidos em desvios de recursos na Funai.
- Eu era mero descentralizador de recursos na Funai, como diretor do departamento. Se não paguei, não posso ser envolvido com desvio de recursos - pondera.
Versiani diz ter informado à Secretaria-Executiva do Ministério da Integração Nacional que estava sob investigação na Funai. Mas não mencionou que a investigação já chegara à Polícia Federal.
- Estou alheio a tudo isso e não existe investigação na Polícia Federal. E eu jamais ficaria em um cargo sob suspeição - garantiu.
O advogado do liquidante, Celso Lemos, confirmou que a Funai enviou documentos à PF para análise do Instituto Nacional de Criminalística. Para ele, os dois convênios firmados são mesmo irregulares, mas seu cliente não é o responsável.
- Não há a menor dúvida de que houve irregularidades em ambos os convênios, mas o Sant'Clair não os celebrou - assegura.
Ontem, Versiani informou ter agendado audiência com o corregedor-Geral da União, ministro Waldir Pires, para pedir acompanhamento das investigações na Funai.
Em depoimento prestado à comissão de sindicância, o programador Paulo Marcos Vasconcelos diz que Versiani o procurou e informou que estava em uma negociação. Seria com a Fundação Teotônio Vilela, para celebração de um convênio visando a elaboração do Plano Diretor de Informática (PDI) da Funai.
Vasconcelos diz ter retrucado, ponderando a Versiani que o Departamento de Informática tinha capacidade para elaborar o PDI da Funai. Segundo Vasconcelos, Versiani disse então que o presidente da Funai, Sullivan Silvestre, ''estava sofrendo pressões do Ministério da Justiça para que o convênio fosse celebrado''
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