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Venda de bebidas alcoólicas a indígenas é comum em Porto Velho; Funai admite problemática do alcoolismo nas aldeias

Rondoniagora-Porto Velho-RO
24 de Out de 2002

Um fato comum que acontece em Porto Velho está passando despercebido pelas autoridades. Índios que se encontram em trânsito na capital, vindos de diversos municípios do Estado para tratamento de saúde são vistos com freqüência ingerindo bebida alcoólica. A proibição da venda de bebida alcoólica a silvícolas está prevista na lei federal no 6.001, de março de 1973. Os pontos de vendas de bebidas alcoólicas para indígenas estão localizados principalmente no bairro Arigolândia, há poucos metros do escritório da Funai, no Mercado Central e no Cai N´Água. Há duas semanas, durante uma rodada de cerveja e pinga no bairro Baixa da União, região do Triângulo, três homens, identificados pela Polícia como sendo da tribo Parintintin mataram a facadas um morador do bairro por motivos fúteis. De acordo com a assessoria de comunicação da Funai, em Brasília, o alcoolismo é um problema enfrentado em diversas aldeias do país e uma das preocupações da Funai. Por meio dos cursos de formação do professores indígenas, que está sendo implementado pelas secretarias de Educação dos estados onde há etnias indígenas, o problema vem sendo discutido e algumas aldeias já estão desenvolvendo campanhas para conscientizar as comunidades dos perigos e prejuízos que o álcool traz para a saúde dos índios, além de representar uma ameaça à cultura e a integridade física dos povos indígenas.

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