Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
02 de Nov de 2005
A Companhia Vale do Rio Doce publicou, nos jornais, comunicado em que se queixa da invasão do núcleo urbano de Carajás (PA) por 280 índios da comunidade Xikrin, "dentre os quais diversos guerreiros armados". Na nota intitulada "A CVRD e as Comunidades Indígenas", a companhia reclama dos pedidos "estranhos" de benefícios feitos pelos índios, diz que está adotando providências judiciais e afirma que governo e empresários não podem ficar parados "assistindo à destruição da competitividade da indústrias brasileira".
Segundo a Vale, a invasão ocorreu em dia 30 de outubro. A companhia informa que as lideranças indígenas ameaçam agora invadir as instalações operacionais com a intenção de paralisar as minas de Carajás, caso não sejam atendidos em seus pleitos. A empresa lembra que outras companhias exportadoras atravessam o mesmo problema - recentemente, a produtora de celulose Aracruz também enfrentou uma invasão.
Para ilustrar o que classificou de "pressão ilegítima para obtenção de benefícios", o comunicado da Vale lista vários pedidos feitos pelos índios em situações anteriores: uma avião bimotor, milhares de litros gasolina, carros de luxo para lideranças indígenas, contratação de empreiteiras impostas por essas lideranças para a construção de casas com preços muito acima dos praticados pelo mercado e o pagamento de dívidas contraídas pelos índios junto ao comércio da região.
A CVRD diz que destinou R$ 19 milhões para programas de apoio às comunidades indígenas nas áreas de influência de suas atividades, no Pará e Maranhão
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