VOLTAR

Vacinação não chega a índios do Maranhão

Jornal Pequeno-São Luiz -MA
25 de Abr de 2006

Os índios do Maranhão - embora às vezes extrapolem em seus protestos - têm razão quando reclamam do tratamento que recebem da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Agora, por exemplo, as etnias maranhenses ficaram fora do Mês de Vacinação dos Povos Indígenas, uma campanha que começou ontem em vários estados do país, alguns com uma população indígena bem menor do que a do Maranhão.

Serão atingidos pela campanha, que vai até o dia 26 de maio, cerca de 37 mil índios de 992 aldeias localizadas em 21 distritos sanitários especiais, nos estados de Amazonas, Acre, Roraima, Tocantins, Pará, Mato Grosso, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A prioridade é vacinar crianças, mulheres em idade fértil, gestantes e adultos maiores de 60 anos.

Serão disponibilizadas todas as vacinas do calendário básico de vacinação, como poliomelite, tetravalente, hepatite B, tríplice viral, dupla adulto, BCG, pneumococo 23, varicela, febre amarela e influenza. Neste ano, a campanha inclui vacinas contra o rotavírus e a pentavalente, que previne contra tétano, difteria, coqueluche e hepatite B.

Os locais de vacinação foram selecionados com base em critérios como baixa cobertura sanitária, fragilidade das informações sobre imunização nessas áreas, mobilidade interfronteiras das 103 etnias envolvidas e necessidade de estruturar a vacinação de rotina. Cerca de 2 mil profissionais de saúde, entre enfermeiros, auxiliares, técnicos de enfermagem e agentes indígenas de saúde, trabalharão na vacinação.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.