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Vacinação contra febre aftosa nas comunidades indígenas encerra dia 30

Folha de Boa Vista - http://www.folhabv.com.br/fbv/noticia.php?id=60877
28 de abr de 2009

Encerra nesta quinta-feira, 30, a Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa nas comunidades indígenas do município, promovida Prefeitura de Boa Vista. O evento acontecerá às 10h, no malocão da comunidade indígena Campo Alegre, às margens da RR-319, rodovia que liga Boa Vista ao município de Normandia.

A campanha iniciou no dia 17 de abril e tem como objetivo vacinar todo o rebanho bovino das comunidades indígenas de Boa Vista. A programação de encerramento contará com a apresentação de corais, danças e degustação de comidas típicas. Participarão do evento, o prefeito de Boa Vista, Iradilson Sampaio, a vice-prefeita, Suely Campos, além de outras autoridades locais.

De acordo com a secretária municipal de Gestão Ambiental e Assuntos Indígenas, Dilma Costa, a Prefeitura está em dias com o calendário de vacinação estabelecido pelo Ministério da Agricultura.

Atualmente, as comunidades indígenas possuem um total de 4.500 cabeças de gado. "A nossa meta é vacinar 100% do rebanho e a nossa equipe está empenhada para não deixar nenhum gado sem ser vacinado", explicou a secretária.

As comunidades indígenas atendidas pela campanha são: Darora, Vista Alegre, Ilha, Mauixi, Serra Truaru, Milho, Lago Grande, Bom Jesus, Campo Alegre, Truaru da Cabeceira e Serra da Moça.

Para a realização dessa ação, a Prefeitura contou com o apoio da Secretaria Estadual do Índio, Funai, Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos e Associação dos Povos Indígenas de Roraima (APIR).

Febre Aftosa - É uma doença infecciosa aguda que causa febre, seguida pelo aparecimento de vesicular (aftas) - principalmente na boca e nos pés de animais de casco fendido. Pode afetar o gado bovino, búfalos, caprinos, ovinos, cervídeos e suínos.

Prejuízos - A gravidade da aftosa não decorre das mortes que ocasiona, mas principalmente, dos prejuízos econômicos, atingindo todos os pecuaristas, desde os pequenos até os grandes produtores. Os prejuízos ocorrem em conseqüência da febre e da perda de apetite, sob as formas de quebra da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva.

A doença pode levar à morte, principalmente, os animais jovens. As propriedades que têm animais doentes são interditadas e a exportação da carne e dos produtos derivados torna-se difícil. A doença também provoca aborto e infertilidade e os animais podem adquirir com maior facilidade outras doenças, devido à sua fraqueza.

Transmissão - O vírus se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas (aftas) que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas. Quando as vesículas arrebentam, o vírus passa à saliva e com a baba infecta os alojamentos, os pastos e as estradas onde passa o animal doente.

Em alguns casos, o contágio é indireto e o vírus é transportado através de alimentos, água, ar e pássaros. As pessoas que cuidam dos animais doentes também levam em suas mãos, na roupa ou nos calçados o vírus, o qual é capaz de contaminar animais sadios. Nos animais infectados naturalmente, o período de incubação varia de dezoito horas e três semanas.

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