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Usina de Jirau receberá recurso do fundo de investimento do FGTS

Folha Online
29 de abr de 2008

O Comitê de Investimento do Fundo de Investimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o FI-FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal, aprovou a participação na usina hidrelétrica de Jirau, que faz parte do futuro complexo hidrelétrico do rio Madeira, no Estado de Rondônia.

A usina de Jirau será leiloada com o preço máximo de R$ 91/ MWh, sendo que será vencedor a empresa ou consórcio que oferecer o menor lance. Até 30% da energia poderá ser comercializada no mercado livre, formado por grandes indústrias, shoppings e supermercados.

A hidrelétrica terá capacidade para gerar 3.300 MW e custará cerca de R$ 8,7 bilhões. O leilão, que estava agendado para o dia 12 de maio, foi adiado para 19 de maio.

Segundo o vice-presidente de Ativos de Terceiros da Caixa, Bolivar Tarragó, a idéia é que o fundo seja acionista do projeto, associando-se a consórcios, quanto financiador, adquirindo debêntures.

Ele não informou o valor destinado ao projeto, mas afirmou que o investimento na usina "não chegará nem perto" do valor inicial destinado a investimentos, de R$ 5 bilhões.

O executivo também afirmou que há R$ 2 bilhões em projetos aguardando aprovação pelo conselho responsável e que o fundo deve comprometer ao menos R$ 5 bilhões neste ano.

O FI-FGTS, formado pelo patrimônio líquido do FGTS, tem por finalidade investir em projetos de saneamento e infra-estrutura nos setores de rodovias, portos, hidrovias, ferrovias e energia. O orçamento inicial do fundo será de R$ 5 bilhões, mas o montante pode chegar a R$ 18 bilhões.

Tarragó disse que o FI-FGTS terá flexibilidade para fazer investimentos de dívida e de participação. "O fundo poderá adquirir ativos de dívida de baixo risco de crédito, com rating atribuído por agência de classificação de risco internacional."

O fundo poderá investir valor equivalente a no máximo 90% do total do projeto. "Administrar um fundo desse porte equivale à gestão de uma companhia de participações, que deve prospectar empresas alvo de investimento, analisar as alternativas de aplicação, estruturar a operação financeira e, posteriormente, acompanhar a evolução dos negócios da empresa, preparando o ativo para o processo de desinvestimento", completa Tarragó.

O processo decisório, que é conduzido por meio do Comitê de Investimentos, formado por representantes da sociedade civil e de órgãos e entidades do Governo Federal já recebeu outros projetos na área de infra-estrutura para análise, dos quais quatro foram aprovados, todos na área de energia, que somam R$ 120 milhões.

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