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Urucum pode aumentar em 70% renda no Pontal do Paranapanema

OESP, Economia, p. B5
05 de jan de 2004

Urucum pode aumentar em 70% renda no Pontal do Paranapanema
Certificação de produto orgânico valoriza a semente usada como corante pela indústria

Carlos Franco

A produção de urucum (Bixa orellana) orgânico, cujas sementes são usadas na produção de corantes naturais para as indústrias alimentícia e cosmética, pode se transformar numa rica fonte de renda para os produtores rurais do Reassentamento Fazenda Santo Antônio do Rio do Peixe e do Assentamento Maturi, de Caiuá, na região paulista do Pontal do Paranapanema.
Com a ajuda de órgãos como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 16 produtores aguardam a certificação de urucum orgânico pela Organização Internacional Agropecuária (OIA Brasil), entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.
A expectativa desses produtores é que a certificação represente um acréscimo de 70% na receita das vendas, especialmente porque há interesse no mercado internacional em produtos orgânicos, que movimentaram US$ 25 bilhões em 2003, segundo estimativas da alemã Fundação Agricultura e Ecologia (Soel).
Hoje, os produtores de urucum da região do Pontal do Paranapanema, a maioria ex-ribeirinhos e ilhéus do rio do Peixe, que ocupam lotes de reassentamento criado pela Cesp em 1999, quando da inundação da região para a construção de usina hidrelétrica, vendem o quilo do urucum a R$ 1,50, enquanto o produto orgânico certificado está cotado em R$ 2,70.
O convênio com a OIA Brasil, que permitirá a esses produtores dar um salto na renda, é resultado da implantação do Programa Programa Municipal de Desenvolvimento Local Integrado Sustentável (DLIS), que cria um fórum de desenvolvimento, com a participação do poder público e da sociedade civil, incluindo o Sebrae.
Planta originária da América Tropical, a árvore de urucum pode atingir até 6 metros de altura. Cada planta pode produzir de 360 a 4.900 cápsulas, onde vêm, em média, 54 sementes. A safrinha ocorre entre maio e abril e a maior colheita ocorre de julho a agosto.

OESP, 05/01/2004, Economia, p. B5

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