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09 de Abr de 2010
POLÊMICA - Madeireiro diz que James Cameron 'só quer aparecer' na questão Belo Monte
O presidente da União das Entidades Florestais do Pará (Uniflor), Luiz Carlos Tremonte, repudiou a atuação do cineasta canadense James Cameron, diretor do blockbuster "Avatar", que resolveu liderar um movimento mundial contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Para Tremonte, Cameron afrontou a soberania brasileira, ao criar um movimento de pressão internacional contra uma obra fundamental e estratégica à estrtura do País. O líder do setor florestal paraense diz que o cineasta quer se promover às custas dos índios e ribeirinhos do Brasil.
"O cidadão para falar sobre a Amazônia tem que ter pego pelo menos uma malária, tem que conhecer a região, o Brasil. O James Cameron só viaja de primeira classe, fica em hotéis cinco estrelas e nunca fez nada pela Amazônia, não entende de Amazônia, apenas repete o que lhe é soprado aos ouvidos por organizações que atuam contra os interesses do Brasil", critica Tremonte, afirmando que o cineasta não tem argumentos e nenhum nenhum histórico para falar sobre a Amazônia, principalmente a amazônia brasileira.
Para Luiz Tremonte, James Cameron está usando os indígenas e os ribeirinhos da região do Xingu para se promover, "parecer boa gente para a opinião pública internacional", sem nunca ter ajudado estes povos. "Se ele está tão preocupado assim com nossas populações indígenas e ribeirinhas, porque não doa para eles parte dos bilhões que ganhou com o filme 'Avatar'? Nós da Uniflor repudiamos este tipo de atitude. O presidente Lula por muito menos tentou expulsar um jornalista estrangeiro do Brasil e já passou da hora da governadora do Estado vir a público e dizer que o James Cameron é persona non grata no Pará", reforça Tremonte.
Para o presidente da Uniflor, a geração de energia em hidrelétricas não é só sustentável, "é inteligente, eficiente e fundamental para o crescimento do País". Além disso, sustenta ele, houve um avanço grande na questão ambiental e as novas hidrelétricas são construídas mediante um cuidado ambiental, com menos impactos e mais benefícios sociais. Os impactos ambientais desta usinas são exatamente zero, reforça. "Podemos ver isso claramente nas usinas que estão sendo construídas no rio Madeira, em Rondônia, e veremos também em Belo Monte", assegura.
Luiz Carlos Tremonte diz ainda que existem milhões de hectares de terras indígenas na região de Belo Monte demarcadas para alguns milhares de índios. O reservatório terá cerca de 50 mil hectares e vai beneficiar mais de 20 milhões de brasileiros. Os povos indígenas, assevera, vão se beneficiar com Belo Monte, pois podem sair do abandono em que estão e podem viver com mais dignidade. Para o presidente da Uniflor, James Cameron não está preocupado com os índios ou os ribeirinhos, pois nunca participou de qualquer discussão sobre Belo Monte. "Ele só quer apenas aparecer", critica. "O País precisa crescer, gerar empregos e renda e esta é a agenda que defendemos", conclui.
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