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20 de Jul de 2009
A ferramenta foi lançada durante o III Seminário de Conselhos Gestores de Unidades de Conservação, na capital paranaense. Segundo o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, essa iniciativa se soma à busca por qualificar a gestão das Unidades de Conservação. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação é revolucionário ao propor que a conservação da biodiversidade seja feita com a participação da sociedade, por meio dos Conselhos Gestores. As UCs cobrem mais de 78 milhões de hectares no Brasil, mas a qualidade na gestão depende de construirmos parcerias com a população, afirma Rômulo.
O portal traz a visão dos territórios de conservação, com paisagens e conflitos semelhantes, abrindo espaço para gestores e parceiros trabalharem de forma integrada. O ambiente virtual reúne os resultados das capacitações nas 44 Unidades de Conservação, e permite aos envolvidos continuarem trocando experiências, além de poderem acessar o banco de dados com documentos sobre cada uma das áreas naturais e os links a outros projetos de capacitação em UCs no Nordeste e Sudeste. Outros gestores, educadores e parceiros interessados também passam a enriquecer essa grande rede, podendo inclusive se unir para novas capacitações e projetos de campo.
O objetivo maior é qualificar a gestão participativa das UCs e, conseqüentemente, seu trabalho de conservação dos recursos naturais. Segundo a coordenadora do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Lúcia Anello, além de ser um canal de comunicação, o portal é um espaço em que nos enxergamos mutuamente e isso fortalece os atores do ponto de vista social. É preciso despertar na população do entorno dessas áreas o sentimento de pertencimento para o cuidado daquilo, quando passam a entender que a UC faz parte do seu modo de vida e trabalho. E isso se reverte numa intervenção participativa para a gestão, enfatiza Lúcia.
Pelo portal o público envolvido com as Unidades de Conservação poderá se mobilizar recebendo apoio coletivo. Mais do que trocar informações, a pessoa pode aprender com os erros e acertos de outra área protegida. Lembramos mais uma vez que a participação social é algo que se aprende, primeiro as pessoas devem se perceber como partes de um ambiente para só então transformá-lo positivamente, destaca a coordenadora do projeto Fabiana Prado, do Mater Natura.
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