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Unicef pede mais atenção à criança indígena

Zero Hora-Porto Alegre-RS
26 de Fev de 2004

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) exortou ontem governos de todo o mundo a tomarem mais responsabilidade para assegurar os direitos da crianças indígenas, descritas pela entidade como um dos grupos mais marginalizados do mundo.

- A responsabilidade de promover e proteger os direitos humanos das crianças indígenas é universal. Os indígenas vivem com um legado de opressão, exclusão e extrema pobreza - declarou a diretora-executiva do Unicef, Carol Bellamy, no lançamento do informe Assegurando os Direitos das Crianças Indígenas.

De acordo com o informe, realizado pelo Centro de Pesquisa Innocenti, do Unicef, os 300 milhões de indígenas do mundo, espalhados por mais de 70 países, têm menos acesso à saúde e à educação do que os não-indígenas. As crianças sofrem ainda mais, afirmou o informe.

Embora os maiores problemas estejam relacionados à saúde e à educação, a questão foi exacerbada pela "invisibilidade'' das crianças indígenas.

- Um meio de tornar as crianças indígenas menos invisíveis é o registro de nascimento porque, se ao menos você existir nos olhos do sistema, talvez haja melhores serviços - afirmou Bellamy.

O informe indica que os problemas não estavam restritos à renda e aos países pobres e que eles se estendiam dos Estados Unidos à Austrália, da Bolívia ao Camboja.

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