VOLTAR

Um porto para veleiros na Billings

JT, Cidade, p.A5
06 de abr de 2005

Um porto para veleiros na Billings
Houve uma época em que o bairro do Eldorado, em Pedreira, foi um point de velejadores. Lanchas, iates, velas e outros barcos atracavam num dos braços da Represa Billings e a atividade movimentava o comércio na região, inclusive nos estaleiros. Isso foi lá para os anos 40 e 50. Desde então, a represa foi ficando assoreada e onde existia água hoje há terra e mato.
Aqui tinha 300 iates espalhados. Mas o assoreamento estragou toda uma vida fabulosa”, lembra James Melchioretto, 64 anos, um dos moradores mais antigos da região. Sua família, inclusive, tinha um estaleiro no bairro. Era uma maravilha de lugar, fiquei 15 anos esquiando aqui na frente”, conta ele, referindo-se à represa.
Mas uma comissão de moradores tenta reverter o quadro de abandono: quer criar novamente um porto de velas neste braço da represa. Isso vai trazer atividade econômica e dinamizar a região. Não é uma coisa elitista, só para quem tem barcos”, comenta o arquiteto Rogério Peixoto Lima, 49 anos. Ele faz parte do Comitê de Ecoturismo do Eldorado, que luta pelo desassoreamento da represa e pela criação deste porto, que teria, inclusive, escola de esportes náuticos no município de Diadema, que faz divisa com Pedreira.
Segundo o Comitê, é preciso aprofundar o leito da represa neste braço em, no mínimo, 2 metros. Hoje, a terra avança 400 m desde a Estrada do Alvarenga em direção à represa, mas há 50 anos a água vinha até a rua. A intenção é que ela possa chegar a apenas 100 m da estrada.
Neste ponto, seriam construídas rampas para barcos e o espaço entre a rua e a represa seria arborizado. Os planos são ainda mais ambiciosos: tornar a represa navegável de São Paulo até Porto Primavera, no Mato Grosso do Sul. O problema é que o projeto esbarra nas intenções de ampliação do Parque Ecológico do Eldorado – em Diadema – para o lado assoreado da represa.
Estamos tentando atrair os governos dos dois municípios para trazer de novo o porto de vela”, conta Rogério. As conversas começaram há dois meses.

JT, 06/04/2005, p. A5

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.