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19 de Abr de 2016
A presença cada vez mais constante de jovens indígenas tendo acesso ao ensino superior é uma realidade na unidade universitária da UEMS de Amambai. Atualmente a instituição possui 34 estudantes indígenas nos dois cursos de graduação: 21 no curso de Ciências Sociais e 13 no curso de História.
E, quando se fala em desempenho, os alunos indígenas são considerados satisfatórios e, às vezes, até melhores do que os alunos da área urbana, destaca a gerente da UEMS de Amambai, Viviane Scalon Fachin. "A nossa unidade tem se destacado entre as demais instituições do estado no que diz respeito ao ingresso e à permanência de acadêmicos de comunidades indígenas em seus cursos", afirmou Viviane, em entrevista publicada no jornal Gazeta Educação de Amambai.
Segundo ela, "já são vários os profissionais graduados e pós-graduados pelas universidades sul-mato-grossenses. Na unidade da UEMS de Dourados temos um professor pós-graduado que coordena um dos cursos da Instituição. No âmbito do município de Amambai, eles atuam especialmente nas áreas de educação e da saúde, mas os jovens indígenas têm demonstrado interesse e buscado por outras áreas como veterinária e zootecnia, por exemplo".
O ingresso dos jovens indígenas na Universidade tem sido possível graças aos programas sociais elaborados para as comunidades indígenas. "O governo do estado tem mantido programas como o Vale Universidade Indígena que tem o objetivo de criar condições para que os alunos egressos das aldeias indígenas consigam permanecer frequentando os cursos ao longo do período necessário para sua conclusão".
A gerente também destacou que, no passado, a implantação do sistema de cotas foi algo que contribuiu significativamente para a garantia de acesso dos jovens indígenas à instituição, mas que os programas sociais foram fundamentais para que permaneçam freqüentando os cursos.
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