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Turismo na justa medida

OESP, Viagem e Aventura, p. V5
19 de fev de 2008

Turismo na justa medida
Paraísos nacionais ampliam restrições para preservar natureza

Lucas Frasão

Taxas, pulseira com código de barra, catracas e rigoroso controle de visitantes. Boa parte dos destinos nacionais de ecoturismo já adotou uma - ou várias - dessas formas de proteger seus principais atrativos: natureza intocada e vasto ecossistema. Se você está pensando em visitar algum desses cobiçados paraísos, faça uma boa pesquisa antes, para não ter as férias frustradas.
0 principal e mais bem-sucedido exemplo de turismo responsável é, sem dúvida, Fernando de Noronha (PE). Antes de entrar no arquipélago, os visitantes preenchem um cadastro informando o local de hospedagem e o meio de transporte usado para chegar lá. Como a ampla maioria (98%) escolhe o avião, os administradores montaram uma seção especial no aeroporto. Detalhe: só 450 pessoas podem visitar o arquipélago de cada vez.
Há também uma taxa ambiental, que varia de acordo com o tempo de permanência: um dia, por exemplo, custa R$ 34,48. Esses recursos mantêm os projetos de preservação.
Criado em 1983, o Parque Nacional de Abrolhos, na Bahia, tem capacidade para receber 225 pessoas por dia, no máximo. Os visitantes pagam R$10 de entrada e só podem chegar a bordo de uma das 15 embarcações cadastradas. A prática de mergulho tem de ser monitorada por condutores locais, também autorizados.
Esse sistema que funciona desde 1998, no entanto, deve se aprimorado em breve. "Está em trâmite o processo de concessão para disciplinar os serviços de turismo em Abrolhos. 0 resultado deve sair em março", conta Marcello Lourenço, chefe do parque. "Trata-se de uma iniciativa do Instituto Chico Mendes, que concederá os serviços nos moldes de Foz do Iguaçu." Com isso, será possível aproveitar melhor o potencial da área de proteção sem prejudicar a natureza.
Pulseira
Quem vai à Praia de Aventureiros, em Ilha Grande (RJ), precisa antes passar pelo centro de informações turísticas de Angra dos Reis e pegar a pulseira que garante a permanência no local. Não há taxa de entrada, mas o preço da diária dos campinos foi padronizado: R$ 20 por pessoa na alta temporada.
"Aventureiros estava um caos. Eram 4 mil pessoas em uma comunidade de cerca de cem", conta Cristiane Brasil, diretora-executiva da TurisAngra. Agora, a praia pode receber 560 visitantes, limite atingido com facilidade no carnaval e no réveillon.
Se o destino for a Ilha do Mel, vale a pena ligar antes de partir para o telefone de informações turísticas (0--41-3455-1144) e conferir como está a lotação - o limite é de 5 mil pessoas por vez. Até a Páscoa, a localidade vai instalar catracas que serão acionadas pelo código de barras de uma pulseira. A taxa de visitação é de R$ 3.
Novidades também em Ilhabela (SP). Até março, a localidade deve restringir a 15 mil o número de carros que poderão entrar e passará a cobrar tarifa de R$ 2 por veículo. Só moradores estarão isentos.

OESP, 19/02/2008, Viagem e Aventura, p. V5

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