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Turismo comunitário gera renda e intercâmbio cultural no Amazonas

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Autor: REBECA MOTA
16 de jun de 2019

Quem conhece a Amazônia a partir de Manaus, seja no entorno ou das tradicionais rotas pelos rios Solimões e Amazonas, fica impressionado com o cenário encontrado nas regiões do Médio e Alto Rio Negro. Entre as cidades de Santa Isabel e São Gabriel da Cachoeira, norte do Estado do Amazonas, encontra-se uma Amazônia ainda pouco habitada e não afetada pela urbanização. Nesses locais, o "Turismo de Base Comunitária" ganha cada vez mais força como alternativa para valorizar a floresta em pé, além de ser fonte de renda sustentável para famílias ribeirinhas.

A diretora de desenvolvimento de turismo da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Denise Bezerra, conta que este tipo de turismo está atraindo turistas para a região. O órgão está fazendo visitas técnicas nas regiões onde o turismo é explorado.

"Os ribeirinhos estão se organizando para oferecer um melhor serviço. Nós temos um público crescente de pessoas do mundo a fora que gostam de imergir e ter experiência junto ao nosso caboclo e ao ribeirinho. As pessoas gostam de ir na casa do caboclo comer a comida regional, fazer os passeios, as trilhas e a pesca. O ribeirinho e o indígena são muito hospitaleiros", conta.

O turismo comunitário traz oportunidade de convivência e intercâmbio cultural. Comer peixe com as mãos, tucumã no café da manhã, a farinha de mandioca no pirão ou tomar um banho de rio com ribeirinhos da Amazônia são algumas das experiências que o turista pode experimentar com os nativos na floresta.

Mesmo com a simplicidade, quem visita as comunidades do Amazonas não confunde a vida comum do amazonense com a falta de conforto. É possível encontrar um pouco dos dois universos. O turista se sente como parte da sociedade, um visitante especial que é convidado a apreciar os sabores e as belezas da Amazônia.

Para melhorar a recepção e receptividade, a Amazonastur também oferece capacitações e reordenamento nas comunidades do Estado.

"Nós temos trabalhado a capacitação e qualificação dos ribeirinhos, além de oferecer curso de monitor no ecoturismo. Começamos com a comunidade do Tupé, no baixo Tarumã".

Pousada liderada por mulheres

A Pousada Vista Rio Negro da Reserva, que é gerida por mulheres e pertence à Reserva Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, na comunidade Santa Helena do Inglês, oferece pacotes para receber turistas. A pousada está no município de Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus).

O local é conhecido por aliar a simplicidade e conforto em um só lugar. Estão inclusos no investimento três refeições por dia com cardápio regional, transporte de lancha de Manaus até a comunidade e o retorno. Além disso, o pacote inclui atividades como passeio de canoa, trilhas, visita ao Parque de Anavilhanas, pescaria, entre outras vivências conhecidas pelo povo da região amazônica.

"As pousadas comunitárias do Rio Negro proporcionam uma ótima experiência para conhecer o turismo de base comunitária. Dá ao trista a oportunidade de experimentar como é o dia a dia na comunidade, e mantendo a floresta em pé. Uma vez que você contribui com uma forma sustentável de geração de renda", destaca a superintendente de desenvolvimento sustentável da FAS, Valcleia Solidade.

Aprimorar a gestão de pousadas ribeirinhas no interior do Amazonas e qualificar empreendedores de turismo de base comunitária em Unidades de Conservação (UC) foi o objetivo do curso Laboratório de Hotelaria Ribeirinha, um treinamento de gestão de hotéis para impulsionar o setor na região. Ribeirinhos donos de pousadas aprenderam durante três dias sobre gestão de hotéis, governança de cozinha e quartos, primeiros socorros, negócios, operacional, entre outros.

Ao todo, 18 comunitários proprietários e funcionários de nove pousadas ribeirinhas participaram do curso. Os empreendimentos turísticos ficam localizados em comunidades dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, uma Unidade de Conservação (UC) de 424 mil hectares - que abrange os municípios de Itapiranga e São Sebastião do Uatumã.

Lá moram 390 famílias que são beneficiadas com ações de desenvolvimento sustentável promovidas pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Ao todo, 20 comunidades ficam situadas dentro da RDS Uatumã.

As etapas do treinamento contemplaram primeiros socorros, gestão em hotelaria e governança de quartos com atendimento ao cliente, liderança de pessoas e governança de cozinha.

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