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Trecho Sul do Rodoanel

OESP, Forum dos Leitores, p.A2
Autor: GUARITA, José Armando Andrade; SHARP, Bob; BRITTO, Eduardo
04 de Jan de 2006

Trecho Sul do Rodoanel

Congratulo o leitor sr. Gilberto Pacini pelo exposto no Fórum de ontem, com sua síntese do projeto ambiental do Trecho Sul do Rodoanel, na qual coloca: 'Não se trata aqui de discutir preferências ambientais ou outras quaisquer, mas apenas uma análise de custo/ benefício entre o abastecimento de água e o congestionamento de trânsito.' Desde 1999 venho defendendo a tese de contorno dos mananciais em inúmeras entidades públicas e não-públicas, via internet ou com consultas protocoladas desde a Câmara Municipal até o Cosema, órgão máximo para liberação da licença ambiental, passando inclusive pelo Ibama (SP e DF), sem entretanto receber nenhuma manifestação concreta. Com relação ao assunto em questão, proponho duas sugestões, tendo em vista ser imprescindível a conclusão do Rodoanel para o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil: 1) Contornar ao máximo os mananciais, com relação ao traçado do Trecho Sul, e/ou 2) constar no EIA-Rima do Trecho Sul modificado um estudo atualizado e completo de viabilidade técnica/econômica para uma nova fonte de abastecimento de água, para substituir, no futuro próximo, os mananciais e as Represas Billings e Guarapiranga.
José Armando Andrade Guarita - eng.guarita@gmail.com São Paulo

Que me perdoe o leitor sr. Gilberto Pacini, mas a objeção ao Rodoanel é mesmo coisa de ecochato, ou falso ecologista. Justificá-la com o receio de ocupações no entorno de rodovias é a mais alta expressão de autopromoção.
Por que os ecochatos não lutam contra as ocupações de áreas de mananciais? É porque não dá ibope. Elementar, meu caro Pacini.
Bob Sharp São Paulo bobsharp@ajato.com.br

A mancha urbana de São Paulo é gigantesca, e é correta a metáfora que a vê como um câncer que não pára de crescer. Ou seja, a cidade de São Paulo está doente e, convenhamos, pouca coisa tem sido feita para mudar isso.
Entre outros, um dos riscos mais graves é o de colapso por falta de água. Por isso é injusto chamar de 'ecochatos' as pessoas que estão atentas a esse problema e que vêem no Rodoanel uma operação de grande porte, impactante nas áreas de mananciais e que para ser levada adiante tem de passar por todos e os mais exigentes crivos ambientais. Afinal, podemos viver sem o Rodoanel. Mas sem água, impossível.
Eduardo Britto britto@tremembe.com.br São Paulo

OESP, 04/01/2006, Fórum dos Leitores, p. A2

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