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Trajeto Cunha-Paraty vai virar ''via ecológica''

OESP, Metrópole, p. C5
16 de jun de 2009

Trajeto Cunha-Paraty vai virar ''via ecológica''

Clarissa Thomé

A estrada Paraty-Cunha, que integra a chamada Estrada Real e corta o Parque Nacional da Serra da Bocaina, começará a ser recuperada. O trajeto, de nove quilômetros, está interditado desde janeiro, quando uma tromba d'água provocou a queda de barreiras. Será transformada em "estrada ecológica".

Pelo projeto, a obra deve causar o menor impacto possível, reduzindo interferências como aterros e drenagens de áreas úmidas. A estrada-parque terá redutores de velocidade, mirantes naturais, guaritas, sinalização, centro de visitantes, um conselho gestor e "zoopassagens" - túneis subterrâneos para passagem de animais.

A obra, uma parceria entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), as prefeituras de Paraty (RJ) e Cunha (SP), Fundação Chico Mendes e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), custará R$ 40 milhões e levará cerca de seis meses para ser concluída.

Setenta homens vão fazer a drenagem, terraplenagem, pavimentação e contenção de encostas. O trajeto permanecerá interditado até o fim dos trabalhos. O DER informa que as obras começam em julho. O prefeito de Cunha, Osmar Felipe Júnior (PSDB), que participou ontem de "ato simbólico" de início das obras, diz que as máquinas estão prontas para trabalhar a partir de hoje.

Felipe Júnior comemora a retomada da via. Ele lembra que o turismo na cidade caiu entre 20% e 30% por conta da redução do fluxo de paulistas que visitam o sul fluminense e passavam por ali. O comércio interno também sofreu impacto.

"Temos entre 500 e 600 moradores que trabalham na construção civil ou no comércio de Paraty. Essas pessoas deixaram de voltar para casa nos fins de semana", comentou.

A chamada Estrada Real foi aberta pela Coroa portuguesa, para escoar o ouro e pedras preciosas extraídos em Minas Gerais. A via liga cidades mineiras ao porto de Paraty, que era liberado para entreposto de produtos.

OESP, 16/06/2009, Metrópole, p. C5

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