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15 de Out de 2010
Após muita expectativa, a bola vai começar a rolar para a categoria indígena no Peladão Verde 2010, no domingo. Como já é tradição, os jogos vão ocorrer no campo de número 2 da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
A categoria chega ao sexto ano de competição comemorando um número recorde de equipes: São 10 times femininos e 18 masculinos das mais diversas etnias presentes em nosso Estado. No começo do mês, as 28 equipes receberam uniformes completos da Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (Semdej) para fazerem bonito em campo.
Muito do sucesso da categoria se deve ao líder indígena Jorge Terena, falecido em 2007. Movido pelo sonho de montar uma seleção indígena para disputar o campeonato amazonense profissional, Terena fez a história amadurecer entre as comunidades indígenas.
Por coincidência, o coordenador do Peladão, Arnaldo Santos, tentava organizar um campeonato indígena. De um encontro casual entre os dois, o Peladão Indígena nasceu."Li uma reportagem em A CRÍTICA que dizia que haviam 22 mil índios morando em Manaus. Eu me interessei em organizar uma categoria para eles no Peladão, passei a pesquisar, visitei comunidades mas encontrava muita resistência. Minha última cartada foi ir até a Secretaria dos Povos indígenas (Seind). Lá encontrei o Terena e ele se empolgou com a ideia. Ele era um grande líder e conduziu tudo. O objetivo do Peladão não é modificar a cultura indígena e sim fazer com que eles exerçam a sua cidadania através do esporte", lembra Arnaldo Santos.
Viúva de Jorge Terena, Mara Kambeba acabou "herdando" a liderança do marido. Foi dela que partiu a ideia de solicitar os uniformes para os indígenas junto a Semdej. "Diziam que na cidade não tinha índio. O Peladão mostra que não é verdade".
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