Dourados News-Dourados-MS
13 de Mai de 2005
Quando questionado sobre os rendimentos da aplicação dos R$ 5 milhões dos recursos do Programa Fome Zero, repassados às secretarias de Mato Grosso do Sul; Humberto de Melo Pereira, Diretor-Presidente do Idaterra (Instituto de Desenvolvimento Agrário, Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) disse que os rendimentos já chegam a R$ 300 mil e que ao final do convênio, um projeto deve ser apresentado para que os rendimento sejam aplicados para o mesmo fim.
O repasse para a Secretaria de Desenvolvimento Agrário foi de R$ 2,9 milhões, sendo investido até agora 1,8 milhão. O deputado estadual Maurício Picarelli (PTB), presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da desnutrição e mortalidade infantil indígena, disse que a aplicação desses juros será acompanhada pela Comissão.
Picarelli estranhou quando Humberto disse que os técnicos contratados pelo Idaterra não recebem diária para verificar o uso de máquinas e plantio nas aldeias indígenas. "Vamos verificar se essa afirmação procede, pois acredito que o técnico não vai acompanhar o preparo, plantio e colheita agrícola nas aldeias, sem receber diária", comenta Picarelli.
Ele ainda informou que deve pedir que os trabalhos de investigação da Comissão sejam prorrogados. "Eu não acredito que vamos terminar até o dia 30 deste mês. Temos um compromisso com a sociedade e com a Assembléia Legislativa, que instituiu a CPI para investigar a aplicação dos recursos destinados pelos governos federal e estadual às comunidades indígenas".
O depoimento do presidente do Idaterra foi realizado nesta quinta-feira (12), no Plenarinho da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Participaram da sétima audiência os deputados Picarelli, presidente; Bela Barros (PDT), relatora e Loester Nunes (PDT), membro.
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