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Trabalhadores em saúde debatem trato com crianças indígenas em Dourados

Funasa - www.funasa.org.br
11 de Nov de 2008

A Primeira Oficina de Treinamento para Trabalhadores em Saúde no Trato com as Crianças Indígenas organizada pela Coordenação Regional da Funasa de Mato Grosso do Sul (Core/MS), por meio do Pólo-Base de Dourados, aconteceu no último dia (7) com a participação de antropólogos, psicólogos, representantes da rede hospitalar, Conselho Tutelar, profissionais que trabalham com crianças indígenas e que atuam no Centrinho e Casai.

O evento foi aberto pelo Diretor do Departamento de Saúde Indígena (Desai) Wanderley Guenka e pelo coordenador regional Flávio da Costa Britto Neto, no auditório da Polícia Federal em Dourados (MS).

Foram discutidos temas como: abordagem da criança indígena, abordagem antropológica a respeito da criança indígena, comparação entre as populações infantis guarani-kaiowá, kadiuéu e terena, o brincar e o desenvolvimento psicossocial de crianças indígenas e prevenção de deficiências (a mãe da criança indígena com deficiências).

Além de palestras e mesa redondas foram apresentados painéis sobre contextos de vulnerabilidade das crianças indígenas como desnutrição, perspectiva, tratamento e cura, importância da alimentação no processo de recuperação e descoberta dos sabores, preparo das pessoas que trabalham e atuam junto às crianças indígenas segundo a Funai, chegada ao Centrinho, separação da mãe e processo de retorno à família, rejeição e abandono e o atendimento às crianças indígenas segundo o Estatuto da Infância e adolescência (ECA).

Um dos pontos altos do encontro, na opinião do coordenador regional foi a exibição de imagens do trabalho desenvolvido pelo pedagogo João Vidinha no Centrinho e na Casai, para reabilitar as crianças desnutridas no contato com a natureza por meio de brinquedos simples feitos de objetos reciclados, pedras, flores secas, folhas. "Um trabalho de sensibilidade que tem dado bons resultados", destacou Flávio Britto.

Segundo o diretor do Desai, Wanderley Guenka: "É importante trocarmos experiências e discutirmos nossas ações e metodologias de trabalho para alcançarmos resultados melhores para a convivência em família e consequentemente na saúde das crianças indígenas".

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