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Testes rápidos em indígenas

A Crítica (AM) - http://www.acritica.com.br/
10 de Abr de 2010

O Governo do Amazonas, por meio de um projeto piloto da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), saiu na frente no que se refere aos cuidados com a saúde indígena. Denominado "Acesso progressivo à qualidade: diagnóstico seguro de sífilis e HIV em localidades remotas da Amazônia", o projeto que vem sendo coordenado pela instituição estadual consiste, em linhas gerais, na aplicação de testes rápidos de HIV e sífilis na população indígena sexualmente ativa do Amazonas. De acordo com a coordenadora do projeto e diretora presidente da Fuam, Adele Benzaken, a meta é testar, até o final deste ano, 77 mil indivíduos indígenas em todo o Estado. O Ministério da Saúde já sinalizou, inclusive, que esta tecnologia será, num, segundo momento, aplicada em toda a população indígena do território brasileiro.

Na semana que passou, especialistas da Fuam e Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estiveram em três comunidades do alto Solimões para dar continuidade aos trabalhos. Na prática, foram feitos levantamento de custo e controle de qualidade dos testes rápidos, que vêm sendo aplicados desde o primeiro semestre de 2009. O principal diferencial deste projeto diz respeito à facilidade na aplicação dos testes, como explica o farmacêutico da Fuam, Lúcio Pimentel.

Sem laboratório

"Cada teste fica pronto em apenas 15 minutos. A tecnologia já foi validada pela Organização Mundial da Saude (OMS) e a maior vantagem é que não necessita da estrutura de um laboratório comum, permitindo chegarmos em regiões remotas que nunca tiveram este tipo de atendimento médico e que possuem alto índice de contaminação de doenças sexualmente transmissíveis, como é o caso do alto Solimões", declarou Lúcio. Coube, então, à Fuam capacitar, no ano passado, os profissionais da Funasa que, posteriormente, repassaram o conhecimento da aplicação do teste rápido aos enfermeiros e auxiliares que atuam nas comunidades indígenas distribuídas pela região.

Para facilitar a logística da aplicação dos testes, a Funasa - instituição parceira responsável pela execução do projeto - subdividiu as ações nos chamados Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que são subsedes do órgão onde os profissionais de saúde ficam instalados. De lá, partiram para as comunidades indígenas propriamente ditas. Além do DSEI do alto Solimões, cuja sede está localizada no Município de Tabatinga (1.100 quilômetros em linha reta de Manaus), os testes rápidos de HIV e Sífilis vêm sendo aplicados nos seis demais DSEI do Amazonas: Manaus, Lábrea (que engloba as comunidades do médio Purus), Parintins, Tefé (localidades do médio Solimões e afluentes), São Gabriel da Cachoeira (região do alto Rio Negro) e, finalmente, Atalaia do Norte (Vale do Javari).

No caso do DSEI do Alto Solimoes, segundo o chefe local, Plínio Souza da Cruz, os trabalhos foram distribuídos em 11 polos-base (que atendem a 181 comunidades indígenas), e possuem a estrutura física de um posto de saúde para a realização das ações. "O Amazonas é o Estado que concentra a maior população indígena. Normalmente, cada Estado do Brasil tem apenas um DSEI. O Amazonas, entretanto, possui 7, por conta de sua dimensão e presença indígena", destacou Plínio, ao longo da viagem. Os polos-base visitados pela equipe durante a semana foram Umariaçu II (comunidade vizinha de Tabatinga, dez minutos de lancha rápida), Vendaval (180 quilômetros) e Betânia (aproximadamente 450 quilômetros de Tabatinga).

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