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Tesouro ambiental

Noticias Fapesp
02 de fev de 2004

Fauna, flora, clima e geologia. Orquídeas, bromélias, aves e répteis da mata atlântica. Além de todos os aspectos ambientais e científicos encontrados em uma região como a Estação Ecológica Juréia-Itatins, no litoral do sul paulista, o livro que será lançado na quinta-feira (5/2), em São Paulo, sobre uma das principais áreas preservadas do Estado não se furtou à polêmica. "Existe uma grande discussão na região sobre as comunidades de caiçaras que vivem dentro da área da estação", explica Otávio Marques, pesquisador do laboratório de herpetologia do Instituto Butantan de São Paulo e um dos autores. Segundo o cientista, na parte final da obra, dois capítulos vão mostrar duas formas de abordar a questão. "Existem aqueles que defendem a retirada das populações, pois elas seriam impactantes para a estação, e também um outro grupo que defende a presença delas", disse Marques à Agência FAPESP. O pesquisador está no grupo que defende que uma área como a Juréia possa se transformar no que chama de mosaico de unidades de conservação. Mesmo algumas áreas, para ele, poderiam até mesmo ser abertas à visitação pública, desde que monitoradas por pessoas especializadas. Hoje, a entrada é proibida. O livro Estação Ecológica Juréia-Itatins: Ambiente Físico, Flora e Fauna, publicado pela Holos Editora, será lançado no dia 5 de fevereiro na sede do Instituto Butantan, em São Paulo. A obra está dividida em 30 capítulos e contou com a participação de 57 pesquisadores.

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