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Terra de empreendedores

OESP, Novo Mapa do Brasil, p.H1-H14
04 de Dez de 2005

Terra de empreendedores
Destino de imigrantes, a Região Sul aprendeu desde cedo a conviver com o risco, cultivar a ética do trabalho e criar riquezas

Clayton Netz

Segunda economia do País, sede da mais importante concentração industrial depois do Sudeste e ainda o principal celeiro brasileiro, a Região Sul é certamente o que há de mais próximo do modelo de Primeiro Mundo.Com 26 milhões de habitantes e um PIB de R$ 279 bilhões, os três Estados que a compõem - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul -, se não exibem a exuberância e a riqueza de outras unidades, como é o caso de São Paulo ou Rio de Janeiro - tampouco padecem de suas mazelas: a violência urbana, o inchaço das cidades, o trânsito infernal, a desigualdade social exacerbada.
Evidentemente, a região, por sinal a única não tropical do Brasil, está longe de ser o Paraíso terrestre. Os problemas existem - o êxodo rural, provocado pelo minifúndio, é um deles -, mas na maior parte das vezes assumem proporções muito menos dramáticas do que nos outros rincões.
Não por acaso, um dos motivos de orgulho dos sulinos são os indicadores sociais exibidos. Por qualquer ângulo que se olhe, a superioridade dos Estados da Região no que se refere à qualidade de vida é inconteste. Basta consultar o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Segundo a publicação, das 10 regiões metropolitanas mais bem situadas em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em 2000, 8 estão localizadas na região Sul - as exceções ficam por conta de São Paulo e Campinas.
Como se sabe, o IDHM é o produto de alguns indicadores como a escolaridade, a expectativa de vida e a taxa de mortalidade infantil. No quesito educação, basta um dado: na Região Sul, que conta com a menor taxa de analfabetismo (7,1% da população), apenas 1% das crianças de 11 anos não sabem ler e escrever (no Nordeste são 11%). Como revelou na última semana o IBGE, o Sul é também a primeira em expectativa de vida da população (73,9 anos) e a de menor taxa de mortalidade infantil (17,8 óbitos para cada mil nascimentos).

Íntegra em pdf.

OESP, 04/12/2005, Especial -Novo Mapa do Brasil, p. H1-H14

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