OESP, Economia, p. B8
04 de Jul de 2013
Térmicas movidas a óleo serão desligadas a partir de hoje
O governo decidiu desligar todas as usinas térmicas a óleo diesel e óleo combustível a partir de hoje. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que as chuvas permitiram a recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas do País. Assim, a energia produzida pelas usinas movidas a combustível não será mais imprescindível para abastecer o País.
"A ideia era manter as térmicas ligadas pelo tempo que fosse preciso, e julgamos que as mais caras não são mais necessárias. Temos segurança quanto ao abastecimento de energia elétrica no País. As hidrelétricas, junto com as térmicas mais baratas, darão conta", afirmou Lobão, referindo-se a térmicas a gás, biomassa, carvão e usinas nucleares.
A medida deve gerar uma economia mensal de R$ 1,4 bilhão aos cofres da União. A energia gerada por essas usinas é mais cara, e o custo é repassado, ao consumidor. Mas, para não comprometer o desconto de 20% na conta de luz, uma das principais bandeiras do mandato de Dilma Rousseff, o governo decidiu bancar o gasto neste ano.
A conta, porém, será repassada a todos os brasileiros, parcelada nos próximos cinco anos. "A contabilização será feita no fim deste ano, e aquilo que tiver sido necessário será pago pelo consumidor em cinco anos", admitiu o ministro.
Em outubro, por causa da escassez das chuvas e da queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, todas as térmicas foram acionadas. Mas cinco já haviam sido desligadas nos últimos dois meses.
Hoje, outras 34 deixam de funcionar, o que representa 3,8 mil MW de potência. Juntas, todas as termoelétricas têm capacidade de geração de 14 mil MW de energia - o equivalente à potência de Itaipu. "As chuvas vieram na medida das nossas expectativas", disse o ministro. Segundo Lobão, as bacias dos rios Uruguai, Paraná, Tietê e Iguaçu estão com um comportamento "excelente". "Os reservatórios estão cheios, com exceção do Nordeste, onde estamos com uma dificuldade pequena." Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (QNS), Hermes Chipp, se as condições meteorológicas permanecerem iguais ou continuarem a melhorar, o governo poderá desligar mais usinas.
Lobão disse que a expectativa é manter as térmicas movidas a combustível desligadas nos próximos meses. "Se o regime de chuvas for adequado, como esperamos, não religaremos nenhuma. Se mais para a frente houver um incidente ou imprevisto, ligaremos duas, três, quatro, cinco, o que for necessário." A decisão foi tomada em caráter unânime pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) do Ministério de Minas e Energia.
OESP, 04/07/2013, Economia, p. B8
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