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TCU prevê queda do deságio no leilão da usina de Jirau

Agência Estado
Autor: Gerusa Marques
09 de abr de 2008

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler, relator dos estudos de viabilidade da hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, disse hoje que o deságio no preço da usina, no leilão previsto para o próximo mês, poderá ser menor que o da hidrelétrica de Santo Antônio, que foi de 35%.

Segundo ele, a situação econômica mundial hoje é diferente daquela do fim do ano passado, quando a usina de Santo Antônio, também no Rio Madeira, foi a leilão."O valor depende do mercado, que vai precificar (incluir no preço) as incertezas. Quando alguém coloca bilhões de reais em um investimento, quer ter segurança de retorno e as incertezas do cenário mundial podem eventualmente trazer um deságio menor", declarou Zymler, após o plenário do TCU ter aprovado seu relatório referendando os estudos de viabilidade de Jirau apresentados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O TCU, no entanto, sugeriu uma redução de R$ 6 no preço-teto da energia da hidrelétrica, caindo dos R$ 91 por megawatt-hora (MWh), sugeridos pela EPE, para R$ 85. "Esse é um valor referencial, porque o mercado é quem vai dizer qual é o valor mínimo de energia e vai ganhar aquele que oferecer o menor valor", ressaltou o ministro. Acrescentou que "é importante que o cálculo seja bem feito para evitar que possa haver uma proposta sem respeitar a idéia de modicidade tarifária" (tarifa acessível a todos). A redução sugerida pelo TCU, explicou Zymler, segue apenas como recomendação ao governo.

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